Dangote é a segunda maior fábrica do mundo.

O Grupo Dangote lançou oficialmente, na terça-feira, 22 de Março de 2022, a sua unidade de produção de ureia granular cobrindo 500 hectares na zona franca de Lekki, no sudeste de Lagos.

Na Nigéria, a indústria de fertilizantes é a maior da África Ocidental. No setor, a oferta no mercado aumentou consideravelmente na última década graças a investimentos maciços de empresas privadas.

Com capacidade de produção anual de 3 milhões de toneladas de fertilizantes à base de ureia e amônia, a fábrica da Dangote é a segunda maior instalação do género no mundo e a maior em África.

Exigindo um investimento de 2,5 mil milhões de dólares, a fabrica da Dangote foi construída pela italiana Saipem e pela Tata Consulting Engineers da Índia. Dependerá de um fornecimento de gás de até 70 milhões de pés cúbicos por dia da produtora americana Chevron e da Nigeria Gas Company.

Com esta unidade, as autoridades pretendem tornar a Nigéria um exportador líquido de fertilizantes com embarques destinados não só à África subsaariana, mas também ao mercado internacional com destinos como Brasil, EUA, Índia e México.

“Esta fábrica de fertilizantes da Dangote, acelerará os esforços do nosso governo para a autossuficiência alimentar. O país também beneficiará das divisas que serão geradas com a exportação do excedente de produção”.

Sublinhou Muhammadu Buhari, presidente nigeriano à margem da cerimónia de lançamento.

Deve-se notar que o comissionamento ocorre num momento particularmente crítico, quando o comércio mundial de fertilizantes está a ser perturbado pela guerra entre a Ucrânia e a Rússia.

Este último país era, em 2020, o maior exportador mundial de fertilizantes nitrogenados e o terceiro fornecedor de fertilizantes fosfatados. Nesse contexto, a Nigéria poderia surgir como alternativa para muitos importadores.

De maneira mais geral, alguns observadores acreditam que, além das exportações, as autoridades terão que prestar atenção especial à satisfação efetiva da procura local.

De facto, a Associação dos Distribuidores de Insumos Agropecuários (NAIDA) reclamou em fevereiro passado que a prioridade de exportação dos produtores de ureia estava a aumentar os preços locais.

Soma-se a isso os esforços que deverão ser feitos para aumentar o uso de fertilizantes para melhorar a produtividade agrícola.

O país consome atualmente apenas 16,6 quilos por hectare contra, por exemplo, 70,4 quilos para a África do Sul segundo a FAO.

 

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Imagem: © Dangote
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