+ de 50% do orçamento da UA vem da UE e da China.

De 22 a 25 de Janeiro de 2022, Rabat, a capital do reino do Marrocos, vai receber uma reunião grande importância sobre o financiamento da União Africana (UA), que pretende defender os interesses africanos, mas que depende em mais de 50% do seu orçamento de apoios de parceiros externos como a União Europeia (UE) e a China.

Não é segredo que uma boa parte doa países africanos têm atrasos nas suas contribuições e que são as maiores economias continentais tais como a África do Sul, Argélia, Egito, Nigéria ou Marrocos que são as grandes contribuintes da organização pan-africana.

A UA deve ter uma viabilidade financeira própria e africana que não pode depender de parceiros como a EU ou a China, para permitir que a organização seja completamente independente e autónoma nas suas estratégias e nas posições ou decisões que tem que tomar.

Para além do impacto que esta dependência financeira pode ter na independência das decisões e posições que tome a UA, a instituição continental precisa de recursos adequados, fiáveis e regulares para implementar os seus programas a fim de alcançar os seus objetivos de desenvolvimento e integração continental.

 

Esta preocupação não é de agora

Já em Kigali, capital do Ruanda, em 2016, os estados-membros tinham decidido da reforma financeira, que incluía entre outros, repartição justa dos encargos do orçamento da União e menor dependência de alguns países. autonomia financeira e menor dependência de fontes externas e o pagamento das contribuições nos prazos estipulados.

Para apoiar na implementação dessas medidas foi criado um comité de quinze Ministros das Finanças (F15) cujo tema principal de trabalho atual, está focalizado no tópico “Além do Covid-19: Melhorar a resiliência das economias africanas e a viabilidade financeira da União Africana”.

O F15 também se tem debruçado sobre como a implementação eficiente da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA), deve apoiar o financiamento da UA.

Esperemos que esta Cimeira de chefes de Estado e de Governo traga as tao necessárias respostas ao financiamento da União Africana e a uma menor dependência financeira da União Europeia e da China.

 

O que achas da dependência financeira da UA? Será que mesmo assim conseguem ser isentos? Dá-nos a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

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