De Beers regressa a Angola, vitória de João Lourenço.

A De Beers anunciou esta semana o seu regresso a Angola, um dos maiores produtores de diamantes de África.

Para retomar as atividades paralisadas desde 2012, a empresa submeteu às autoridades um pedido de licença para exploração no Nordeste do país e indica que as negociações devem então centrar-se num contrato de investimento mineiro com o governo.

Para Luanda, esta volta do maior produtor mundial de diamantes é uma vitória e uma prova do esforço desenvolvido ao longo de quase cinco anos para tornar o setor mais atrativo.

No seu comunicado de imprensa divulgado pela grandes agencias de informação mundial incluindo a Reuters a 7 de Dezembro 2021, De Beers manifestou a sua satisfação pelas reformas empreendidas pelo Estado angolano que conduziram ao seu regresso ao país.

Se é verdade que a empresa mantém uma presença residual em Angola, recorde-se que a última prospeção decorreu entre 2005 e 2012, mas acabou por não ter sucesso.

Recorde-se que a volta da empresa foi mesmo mencionada há alguns anos, mais precisamente em 2014, mas o processo não chegou ao fim.

Se prosseguir com os seus planos, desta vez, é de notar que a De Beers espera obter o mesmo sucesso que na África Austral, nomeadamente na Namíbia e no Botsuana, dois países que fornecem atualmente mais de 70% da sua produção de diamantes. e em que a empresa é o principal contribuinte para a receita do governo.

Explicando este novo entusiamo por Angola De Beers explicou que “Angola tem feito progressos significativos no sentido de criar um ambiente de investimento estável e mais previsível, no qual o povo angolano possa beneficiar diretamente do aumento do investimento direto estrangeiro”, reconhece o CEO Bruce Cleaver que se encontrou com o Presidente João Lourenço, gestor do projeto destas reformas, durante uma visita a Angola em 2018.

Para que esta mudança fosse possível por parte de um dos dois líderes mundiais na produção de diamantes, Angola teve de tomar uma série de medidas, desde a chegada ao poder do Presidente João Lourenço em 2017.

Entre elas nova legislação que permite que as empresas exportassem 60% de sua produção.

Esta liberalização acabou também com as perdas acumuladas pelos produtores, com a venda dos diamantes à Sodiam (empresa pública responsável pela sua comercialização), a preços inferiores aos de mercado e os esquemas de favoritismo.

 

O que pensas sobre o regresso da De Beers a Angola? Há menos corrupção em torno dos diamantes? Dá-nos a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like (gosto)”.

 

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Imagem: © De Beers 
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