Deixou carreira bancária e tornou-se empresário agrícola

Tudo é possível e ser empresário agrícola, foi um sonho que um jovem na Nigéria preferiu seguir, em vez de uma carreira como bancário.

Leiam esta história publicada pelo BAD, a que teve acesso Mercados Africanos e que partilhamos consigo.

Quando Ayotomiwa Yinka Ogunsua conseguiu um emprego como agente de crédito num banco de micro finanças em Ibadan, Nigéria, após se ter formado, pensou que se tinha saído bem.

Na mesma altura, viu um anúncio online de um programa de formação agrícola para jovens e inscreveu-se, devido ao seu interesse na agricultura como hobby (passatempo).

Selecionado para uma entrevista para um lugar no curso de criação de aves, Ogunsua prontamente largou o seu emprego no banco e, diz ele, rezou para entrar. “Eu sabia que queria seguir a minha paixão pela agricultura a tempo integral”, disse.

Ogunsua conseguiu uma vaga no curso, organizado em março passado pelo programa Technologies for African Agricultural Transformation, ou TAAT, um programa do Banco Africano de Desenvolvimento.

A TAAT tem como objetivo, aproveitar tecnologias agrícolas de alto impacto para impulsionar a produção agrícola e criar oportunidades viáveis ​​para trabalhadores e empresários.

Em seguida, Ogunsua comprou 50 pintos e abriu um negócio.

“Depois da formação, vi a agricultura como um negócio adequado, não apenas uma paixão”, disse Ogunsua que acrescentou “Percebi que isso é algo de que devo obter rendimentos, como algo para pagar as minhas contas – algo que posso construir como uma empresa”, acrescentou.

E acrescentou que ganha mais com o agronegócio do que a trabalhar como agente de crédito.

Como chefe da Atops Farms, Ogunsua faz a sua parte na defesa do setor agrícola da Nigéria, aparecendo regularmente em programas de rádio e televisão e trabalhando para mudar a perceção da sociedade sobre a agricultura.

“A agricultura, por exemplo, é para dar lucro. É também para garantir a segurança alimentar da nossa terra, ou da nação – do continente”, disse recentemente à rádio Inspiration.

“Se devemos satisfazer a segurança alimentar da África com a nossa população crescente, então deve haver uma alta comercialização da agricultura. Isso é agricultura moderna.”

Atualmente, ele espera um carregamento de novos pintainhos para reabastecer o seu galinheiro e, enquanto espera que as suas galinhas cresçam, também cria perus, coelhos e cabras para gerar liquidez e construir o seu negócio agrícola.

“Ainda sou um pequeno agricultor, mas pela graça de Deus estou a crescer e vou chegar lá”, enfatizou ele.

A experiência de Ogunsua deve servir de inspiração para que os governos africanos se comprometam a investir nos sistemas alimentares do Continente

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