Depois do golpe em Conacri alumínio vale 3000 dólares/tonelada

Embora os militares no poder na Guiné-Conacri não tenham fechado os portos e nenhuma grande interrupção na produção de mineração ou nas exportações de bauxita do país tenha sido relatada desde o golpe de 5 de setembro 2021, a preocupação dos investidores com o fornecimento de alumínio é alta, devido às restrições à produção na China.

O alumínio para entrega imediata estava a ser negociado a 3.000 dólares a tonelada nesta segunda-feira, 13 de setembro 2021, na London Metal Exchange.

O metal subiu 48% desde o início do ano e 11% desde o golpe de Estado na Guiné, segundo maior produtor mundial de bauxite, minério usado para produzir alumínio, enquanto os preços das ações dos principais produtores chineses, russos e australianos subiram entre 2% e 14%.

Isso reflete as apreensões dos investidores quanto ao aprovisionamento global, devido á nova situação em Conacri. No entanto, as novas autoridades guineenses já garantiram às mineradoras que continuarão a exportar e nenhum incidente foi relatado até agora nas minas de bauxita.

Se o mercado está tão preocupado, não é só pela situação política na Guiné-Conacri, mas principalmente porque este acontecimento soma-se aos problemas de abastecimento de alumínio da China.

Desde agosto de 2021, o maior produtor mundial pediu às suas fundições que reduzissem a produção para economizar energia, parte de um plano maior para diminuir o consumo de eletricidade para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Segundo artigo da Bloomberg a que teve acesso Mercados Africanos, essas restrições devem ser mantidas pelo menos até o final do ano, segundo Wei Lai, analista da TF Futures Co, que alerta que os preços, portanto, continuarão a subir, porque a procura não vai diminuir.

O preço a que o alumínio está a ser negociado atualmente prova de que o mercado dificilmente espera que o déficit atual seja resolvido no curto prazo.

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