Foi lançado esta terça-feira (15/12) o Relatório de Desenvolvimento Humano 2020, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Entre 189 países, Cabo Verde mantém-se como o primeiro país de língua oficial portuguesa em África na 126ª posição. Seguem-se São Tomé e Príncipe na 135ª posição, Angola na 148ª, Guiné-Bissau em 175º lugar e por fim Moçambique 181º.

Segundo o relatório, em Angola, a esperança média de vida à nascença é de 61,2 anos. Por cada 100.000 nascimentos registam-se 241 casos de morte materna. Por cada 1.000 nascimentos, 150,5 ocorrem em mulheres entre os 15 e os 19 anos. Apenas 30% dos deputados são do sexo feminino. Por cada 10 mil pessoas, existem 2,1 médicos. Apenas 3,8% das pessoas em zonas rurais têm acesso a eletricidade. A escolaridade média é de 5,2 anos. 47,6% das pessoas vivem abaixo do limiar da pobreza.

Cabo Verde tem uma esperança média de vida à nascença de 73 anos e uma educação média de 6,3 anos. Existem cerca de 7,8 médicos por casa 10.000 habitantes. Por outro lado, 96,9% das pessoas em zonas rurais têm acesso a eletricidade. Por cada 1.000 nascimentos, 73,8 ocorrem em mulheres entre os 15 e os 19 anos. No parlamento, 23.6% dos deputados são do sexo feminino.

Na Guiné-Bissau, a esperança média de vida à nascença é de 58,3 anos e a média de anos de escolaridade é de 3,6. Por cada 100.000 nascimentos, registam-se 667 mortes maternas. No entanto, por cada 1000 nascimentos, 104,8 ocorrem em adolescentes entre os 15 e os 19 anos. Apenas 13,7% dos parlamentares são do sexo feminino. Por cada 10.000 pessoas, existem 1,3 médicos disponíveis. Cerca de 24% das mulheres são casadas aos 18 anos e a prevalência da mutilação genital feminina é de 44,9%. 67,1 das pessoas vivem abaixo do limiar da pobreza.

Em Moçambique, a esperança média de vida à nascença é de 60,9 anos, sendo que a média da escolaridade ronda os 3,5 anos. Registam-se 289 mortes maternas por cada 100.000 nascimentos, sendo que por cada 1.000 nados vivos, 148.6 das progenitoras tinham entre os 15 e os 19 anos. No Parlamento, 41.2% dos assentos são ocupados por mulheres. Por cada 10.000 pessoas, existem 0,8 médicos. Por outro lado, somente 8% das populações rurais têm acesso a eletricidade. Por último, 62,9% das pessoas vivem abaixo do limiar da pobreza.

São Tomé e Príncipe tem uma esperança média de vida à nascença de 70,4 anos e uma educação média de 6,4 anos. Já por cada 1000 nascimentos, 94,6 gravidez ocorrem em adolescentes entre os 15 e os 19 anos. Por outro lado, apenas 14,5% dos parlamentares são do sexo feminino. No país, existe 0,5 médicos por casa 10 mil pessoas. Pelo menos 55,7 pessoas das pessoas em zonas rurais têm acesso a eletricidade. 34,5% da população vive abaixo do limiar da pobreza.

Os outros países membros da CPLP ocupam a seguinte classificação: Portugal no 38° lugar, segue-se o Brasil na 84ª posição, Timor-Leste na 141ª, e finalmente, a Guiné Equatorial no 145° lugar.

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