Dia Mundial da Água, surgiu há 30 anos.

Este dia Mundial é um dia de muita importância e também de importante reflexão para todos nós, seres humanos. A realidade, é que a humanidade precisa cada vez mais de água. Mas, o uso excessivo, a poluição e as alterações climáticas estão a colocar uma pressão crescente sobre os recursos hídricos. As secas e as vagas de calor são cada vez mais intensas e frequentes.

A subida do nível do mar está a provocar uma infiltração de águas salgadas nos aquíferos costeiros. Os lençóis freáticos estão a degradar-se e a ficar sem água, os seres vivos e em particular o ser humano não sobrevive sem água. Por isso, é urgente revertermos essa situação, se queremos sobreviver, não só como indivíduos, mas também como espécie.

 

A criação deste dia

O Dia Mundial da Água é comemorado, todos os anos, no dia 22 de Março. A data foi sugerida na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento que decorreu na cidade brasileira do Rio de Janeiro, em 1992, passando a ser comemorada a partir de 1993.

A cada ano, é escolhido um novo tema pertinente para a água e para a sua conservação. Este ano, 2022, o tema escolhido foi “Águas subterrâneas: Tornando o invisível visível“.

Anualmente, o tema do Dia Mundial da Água é selecionado pela UN-Water em consulta às demais organizações da ONU que compartilham interesse no destaque desse ano.

O tema também está alinhado com o foco do Relatório Mundial sobre o Desenvolvimento da Água coordenado pelo Programa Mundial de Desenvolvimento da Água da UNESCO (World Water Development Programme – WWAP) em nome da UN Water.

No site da UN Water, estão disponíveis os arquivos do Relatório Mundial sobre o Desenvolvimento da Água (UN World Water Development Report) do período de 2003 a 2020.

 

Os riscos que enfrentamos

Os recursos hídricos do planeta enfrentam uma ameaça sem precedentes. Atualmente, cerca de 2,2 mil milhões de pessoas não têm acesso a água potável e 4,2 mil milhões vivem sem saneamento adequado.

Espera-se que os efeitos das mudanças climáticas aumentem estes números, se não atuarmos com urgência. Até 2050, entre 3,5 e 4,4 mil milhões de pessoas terão acesso limitado a água, dos quais mais de mil milhões viverão em cidades.

Embora escondidas sob os nossos pés, as águas subterrâneas enriquecem as nossas vidas, apoiando o abastecimento de água potável, sistemas de saneamento, agricultura, indústria e ecossistemas.

A água pode ser uma fonte de conflito, mas também de cooperação. É essencial que trabalhemos juntos para alcançar uma melhor gestão de todos os recursos hídricos, incluindo as reservas mundiais de água subterrânea.

Em muitos locais, ocorre exploração sem planeamento, além da poluição das águas subterrâneas. É necessário visibilizar essas águas “invisíveis” para que possa ser mais bem gerida por todos

Embora não possamos ver as reservas de águas subterrâneas, não devemos esquecê-las. Esta água, armazenada nas rochas e no solo, é a nossa maior fonte de água doce líquida. Sustenta o abastecimento de água potável, os sistemas de saneamento, a agricultura, a indústria e os ecossistemas. No entanto, cerca de 20% dos aquíferos do mundo são sobre explorados.

Em muitos lugares, simplesmente não sabemos quanto deste recurso precioso existe. Precisamos de melhorar a nossa exploração, monitorização e análise destes recursos de água subterrânea para os proteger e gerir melhor e conseguir alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

 

Conclusão

Neste Dia Mundial da Água, comprometamo-nos a intensificar a colaboração entre setores e entre fronteiras para que possamos conciliar de forma sustentável as necessidades das pessoas e da natureza e assegurar que as gerações atuais e futuras possam aproveitar as águas subterrâneas.

Neste momento, ou caímos na real e nos apercebemos que a água potável é um recurso limitado e temos que a poupar para sobreviver, ou continuamos por este caminho de desrespeito pela natureza e cavamos a nossa própria cova.

Deixo-vos a vocês, caros leitores, a decisão do que devem fazer, mas lembrem-se, seja ela qual seja, não nos vai afetar só a nós, vai afetar o vizinho do lado e, por inerência, todo o mundo.

 

O que achas de tudo isto? O que pensas fazer para salvar a água? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

 

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Imagem: © 2009 Julien Harneis

  • Ex-atleta olímpico, tem um Doutoramento em Antropologia da Arte e dois Mestrados um em Treino de Alto Rendimento e outro em Belas Artes. Escritor prolifero, já publicou vários livros de Poesia e de Ficção, além de vários ensaios e artigos científicos. neste momento exerce as funções de Chefe de Redação da Mercados Africanos.

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