Diáspora senegalesa envia para casa 790 mil milhões de FCFA no primeiro semestre.

Mesmo a pandemia de Covid-19 não terá conseguido conter o ardor da diáspora senegalesa, que continua por meio de transferências de dinheiro a mostrar que faz melhor do que toda a ajuda ao desenvolvimento que o país recebe.

No Senegal, as transferências de dinheiro de entrada rápida aumentaram 26%, atingindo 790,5 mil milhões de FCFA no primeiro semestre de 2021, de acordo com dados oficiais consultados pela Atlanticactu.

Essa contribuição foi essencial para a sobrevivência das populações beneficiárias, pois para o ano de 2020 é maior do que os fluxos de investimentos estrangeiros somados aos de ajuda oficial ao desenvolvimento.

Esta evolução deve-se principalmente à evolução favorável da atividade nas principais áreas de origem das transferências, em particular na zona do euro, de onde provieram 70,8% dessas transferências, seguida dos Estados Unidos com 10,8%, contra 5% dos emigrantes na Africa Ocidental e Central.

No entanto, logo no início do Covid-19, o Banco Mundial tinha previsto uma queda significativa nas remessas em 2020, mas os trabalhadores expatriados continuaram a enviar quantias maciças de fundos para o continente, apesar dos efeitos da crise serem severamente sentidos.

Este valor nas transferências dos emigrantes senegalês, é ainda mais relevante quando se sabe que os custos associados ao envio de remessas para África são dos mais altos do mundo e que os remetentes gastem cerca de 15% do montante da remessa nos custos do envio.

Recorde-se que a Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento e o Objetivo de desenvolvimento Sustentável número 10 da ONU – e a que todos países aderiram – preveem que os países devem, até 2030, reduzir para menos de três por cento os custos de transação das remessas de migrantes e eliminar as remessas com custos superiores a cinco por cento.

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