Documentário Bigger than Africa na Netflix.

O documentário de 2018, Bigger than Africa (Maior que África) chegou, finalmente, à Netflix. Isso só foi possível porque o realizador americano nascido na Nigéria, Toyin Adekeye, finalizou os planos para o seu lançamento.

De acordo com a declaração da Motherland Productions USA de Adekeye, o documentário conta com proeminentes entusiastas da cultura iorubá, incluindo o falecido Alaafin de Oyo, Lamidi Adeyemi.

Outros líderes tradicionais do filme incluem Ooni de Ife, o Alaketu de Ketu, Rei de Porto Novo. O ex-presidente Olusegun Obasanjo, Wole Soyinka, Wande Abimbola, Nike Okundaye, Fayemi Elebuibon e Femi Kuti, entre outros, também aparecem no documentário.

A declaração também revelou que o documentário expõe a influência histórica da cultura iorubá e como ela transcende continentes e liga a diáspora africana.

 

Inspiração

Adekeye, enquanto transmitia a sinopse do documentário, disse:

“Bigger than Africa, documenta a jornada dos africanos escravizados através das lentes da cultura iorubá da África Ocidental”.

“Este documentário histórico toca seis países: Brasil, Cuba, Nigéria, Trinidad e Tobago, República do Benin e os Estados Unidos da América”.

“Quando os navios negreiros atracaram nos EUA, Brasil e no Caribe, centenas de culturas, tradições e religiões desembarcaram com os africanos que iam a bordo”.

“Uma cultura transcendeu a escravidão além da imaginação para permanecer viva até hoje no novo mundo, a cultura iorubá”.

“Espero que este documentário se torne unificador para todos os afrodescendentes, independentemente dos seus países”.

“É um documentário que conta de forma única as histórias das nossas semelhanças, em vez das nossas diferenças”

Adekeye, também classificou o documentário como um legado necessário para a herança iorubá

O ex-aluno da Los Angeles Film School continuou a receber elogios por ‘Bigger Than Africa’, que foi exibido em festivais de cinema em todo o mundo e ganhou vários prémios, incluindo o Charlotte Black Film Festival, AFI World Peace Initiative Cannes, o festival de cinema africano de Silicon Valley, entre outros.

 

Conclusão

A história de África tem sido sempre narrada e escrita de uma perspectiva externa, ou seja, pelo olho dos ex colonizadores. Com Bigger than Africa, pela primeira vez, parte da história e da cultura africana foi descrita por africanos. Ou seja, o documentário foi escrito por um escritor africano, dirigido por um cineasta africano e financiado por investidores africanos.

Esperemos que este exemplo seja para seguir e que mais países africanos e os seus empresários, apoiem projectos similares por todo o continente, África tem uma história muito rica que merece ser contada por quem a viveu e vive em primeira mão.

 

O que achas deste documentário? Acreditas que Bigger than Africa possa vir a ser um momento histórico para a nossa cultura? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

 

Ver Também:

África do Sul: Netflix investe 62M de dólares

Imagem: © 2022 Francisco Lopes-Santos 
close
pub

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite o seu comentário!
Por favor, digite o seu nome aqui


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.