Dubai vai comer legumes e frutas do Quénia.

No Quênia, a indústria hortícola é um dos principais ramos do setor agrícola.

O grupo Armela Farms dos Emirados quer duplicar as importações de frutas e vegetais adquiridos ao Quénia.

Se nos últimos anos o setor agrícola do Quénia experimentou uma certa desaceleração da procura nos principais mercados, o país em breve poderá contar com novas plataformas para relançar o crescimento do setor.

A empresa dos Emirados Árabes Unidos, Armela Farms, especializada na produção e distribuição de produtos hortícolas e frutíferos, anunciou que vai duplicar a oferta de frutas e vegetais do Quénia.

De acordo com dados divulgados pela Businessdailyafrica, a empresa pretende aumentar o volume das suas compras de produtos hortícolas para 5 toneladas por semana das 2,5 toneladas atuais.

Com isso, a empresa poderá agregar espinafres, abacates e morangos, entre outros, à sua linha de produtos à venda em redes retalhistas e restaurantes de Dubai.

“Queremos aumentar as nossas compras, mas os produtores que quiserem negociar connosco terão que seguir os rígidos critérios de qualidade vigentes no nosso país. Como fornecemos supermercados, precisamos de parceiros de confiança que possam garantir a consistência do produto”, disse Rachana Shah, diretora administrativa da Armela Farms.

A empresa planeia aproveitar a Dubai World Expo, que vai até março de 2022, para procurar novos parceiros no Quénia como parte de um dos eus objetivos.

De referir que os Emirados Árabes Unidos representam uma verdadeira oportunidade de negócio para a indústria hortícola queniana, que há vários anos procura diversificar os seus mercados, nomeadamente para além da União Europeia (UE).

Aliás, a segunda economia do mundo árabe que depende até 90% das compras internacionais para a satisfação de suas necessidades alimentares, importou em 2020 1,3 mil milhões de dólares em frutas e vegetais frescos.

Se as empresas quenianas conseguirem integrar as normas sanitárias e fitossanitárias de Dubai e montarem uma boa cadeia logística de exportação, o Quénia pode posicionar-se de forma sustentável neste mercado, especialmente por já ser um dos principais fornecedores africanos de hortícolas e frutíferos.

Em 2020, o país exportou 168.000 toneladas de frutas e vegetais por um valor total de 42,6 mil milhões de xelins quenianos (578 milhões de dólares).

O que pensa sobre isto? Os negócios entre África e o Dubai são vantajosos para quem? Dá-nos a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like (gosto)”.

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