O Conselho de Ministros da Costa do Marfim adotou a 6 de janeiro de 2021, um projeto de lei que autoriza o recém reeleito Presidente Alassane Ouattara a ratificar o Acordo de Cooperação entre os governos dos Estados membros da União Monetária da África Ocidental (UMOA) e o da França, no âmbito da implementação do Eco anunciado para substituir o Franco CFA na sub-região. Lembramos que a Guiné-Bissau é o único PALOP membro dessa União.

“Este acordo de cooperação monetária visa preservar os parâmetros económicos fundamentais de estabilidade monetária e resiliência da moeda da UMOA, nomeadamente a paridade fixa da moeda comum com o euro e o apoio da garantia francesa. Por outro lado, o Acordo põe termo à presença da França em todos os órgãos de governo da União”, indica uma declaração do governo da Costa do Marfim

Segundo o porta-voz do governo da Costa do Marfim, Sidi Tiémoko Touré, “a ratificação deste acordo irá melhorar o comércio entre os países membros da UMOA, fortalecer a estabilidade e resiliência das economias e impulsionar um forte crescimento sustentável. e inclusivo ao nível sub-regional”.

Este projeto de reforma do franco CFA foi anunciado conjuntamente a 21 de dezembro de 2019 pelo presidente da Costa do Marfim Alassane Ouattara e seu homólogo francês Emmanuel Macron, enquanto um projeto para criar uma moeda comum da CEDEAO estava a ser analisado pela conferência de 15 chefes de estado da região.

Mas a implantação efetiva dessa nova moeda – também conhecida como Eco – não ocorreu em 2020 como indicado.

Os critérios de convergência parecem preocupar as economias da zona, em particular a política macro fiscal que se encontra em dificuldades face às taxas de inflação de dois dos mais importantes países da zona da CEDEAO (Nigéria, Gana) que têm registado um aumento relativo.

 

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