Egipto compra comboios à Espanha.

O Egipto, tal como Mercados Africanos vem a acompanhar, tem apostado fortemente no transporte ferroviário e desde 2014 tem vindo a passar por grandes mudanças, entre elas, a aquisição de equipamentos novos e modernos é parte importante deste plano de reforma.

O fabricante ferroviário espanhol Talgo entregou um primeiro comboio   expresso para o Egipto, composto por 14 vagões (5 de primeira classe, 8 de segunda classe e 1 vagão restaurante).

A unidade ferroviária desembarcada no porto de Alexandria no Egipto faz parte de uma série de 7 locomotivas a serem entregues pelo fabricante à terra dos Faraós, no âmbito de um contrato de 158 milhões de euros assinado em abril de 2019 com os Caminhos de Ferro Nacionais Egípcios (ENR).

Financiada pelo BERD (Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento), a encomenda destas locomotivas insere-se no plano de renovação e reforço da frota ferroviária do Egipto, que há vários anos tem vindo a modernizar a sua infraestrutura ferroviária.

Além do acordo com a Talgo, muitos contratos estão a ser assinados com multinacionais como Hyundai, Wabtec, Alstom para a entrega de várias dezenas de locomotivas. Estes devem ser implantados em redes ferroviárias em construção ou reabilitação, incluindo linhas SGR, metro, monocarril.

Recorde-se que o país que empreendeu um trabalho colossal nos últimos anos para adensar a sua malha ferroviária, pretende continuar a sua transição modal, finalizou, com a gigante alemã Siemens Mobility, os detalhes técnicos do megaprojeto de construção da maior linha em África do TGV Comboio de Alta Velocidade) a ser construída nas terras das pirâmides.

O acordo abrange a construção de uma linha de alta velocidade de 1000 quilómetros para ligar a costa do Mar Vermelho à do Mediterrâneo. Os custos deste projeto estão avaliados em 360 mil milhões de libras egípcias (23 mil milhões de dólares).

Várias fases foram planeadas para a implementação do projeto. Com um primeiro troço de 460 quilómetros, compreendendo 15 estações, que ligará as cidades do Egipto, em desenvolvimento, de El-Alamein (no Mar Mediterrâneo) a Ain Sokhna (no Mar Vermelho), com um prazo de conclusão de 2 anos.

A segunda fase diz respeito a um segmento de 200 quilómetros que é a extensão da linha de El-Alamein à cidade de Marsa Matrouh localizada a 288 quilómetros a oeste de Alexandria. Este eixo ferroviário terá 20 estações.

 

O que achas da renovação e, modernização dos caminhos de ferro em África? O Egipto está-se a distanciar dos outros países africanos nas linhas férreas? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

Imagem: © 2020 Talgo
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