A equipa de campanha de Donald Trump anunciou que tomou medidas legais nos Estados da Geórgia, Michigan e Pensilvânia e o Presidente em exercício fala de fraude. Só isto demonstra a amplitude da luta, sem quartel, que se livram ambos os candidatos e os seus estados-maiores.

Os democratas que partiram confiantes com as sondagens a darem no dia da votação uma liderança de 8 a 9% do candidato democrata sobre o presidente em exercício perderam já Florida e o Texas e embora ainda se espere que o voto por correio, que ocorreu antes das eleições, seja favorável a Biden, tudo pode acontecer.

Pensavam os analistas que desta vez o Texas estaria prestes a pender, pela primeira vez, no campo democrata. Aconteceu o oposto. Pensava-se também que o voto iria “castigar” Trump pela forma como geriu ou não a pandemia, mas nada disso aconteceu e ele, também, ainda pode ganhar as eleições.

Donald Trump, que muitos davam já por vencido, voltou a mostrar a sua combatividade e “voou” de comício para comício contrariando assim muitas previsões, chegando mesmo numa dada altura a proclamar a sua vitória: “Isto é um embuste para o povo americano. “Estávamos prestes a ganhar esta eleição. E, francamente, ganhámos esta eleição”.

Estupefação nacional e global, do nunca visto, um Presidente americano, candidato, proclamar vitoria quando a procissão ainda vai no adro. Quase que pensei estar der volta a outras paragens do globo.

Por seu lado, Joe Biden foi contido: “Como disse desde o início, não cabe a mim ou a Donald Trump dizer quem ganhou esta eleição. É a decisão do povo americano”.

A corrida continua apertada, especialmente desde que o campo republicano anunciou que seria necessária uma recontagem em Wisconsin.

Para ganhar nesta federação de 52 estados, um candidato deve obter pelo menos 270 dos 538 eleitores atribuídos no conjunto dos Estados.

Na altura em que escrevo Joe Biden (253) está à frente de Donald Trump (213) mas a contagem dos votos ainda continua na Geórgia e na Pensilvânia.

Uma coisa é certa seja qual for o candidato que ocupe a Casa Branca em Janeiro de 2021, terá sido o presidente mais votado da história dos Estados Unidos da América.

Seguramente que os líderes africanos das instituições internacionais. Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), da Organização Mundial de Saúde (OMS), do Tribunal Penal Internacional (TPI) e do futuro líder da Organização Mundial do Comércio (OMC) que foram e são alvo sistemático da oposição da administração Trump seguirão de muito perto o desenrolar destas eleições.

Quanto a nós falaremos sobre o impacto que um ou outro candidato possa vir a ter em Africa, quando houver o resultado final.

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