Energias renováveis: ONU felicita Cabo Verde

Sob o tema “Rumo a uma transição justa que proporcione empregos, prosperidade e resiliência climática em África: Alavancando a economia verde e azul”, terminou esta sexta-feira, 17 setembro 2021, na ilha do Sal, em Cabo Verde, a Conferência para o Clima e Desenvolvimento em África, que serviu de preparação para a 26ª edição da conferência das alterações climáticas da ONU, que vai decorrer em Novembro 2021, em Glasgow, capital da Escócia.

Esta 9.ª edição da Conferência para o Clima e Desenvolvimento em África, decorreu desde 15 de Setembro, na cidade de Santa Maria na ilha do Sal, aconteceu de olhos postos na COP 26, segundo o comunicado a que teve acesso Mercados africanos.

O Primeiro-Ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva apelou aos países africanos para irem à 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26) unidos mais do que nunca e com soluções africanas ousadas para os esforços globais para enfrentar as mudanças climáticas.

Correia e Silva fez essa convocatória ao presidir à abertura oficial da Nona Conferência sobre Alterações Climáticas e Desenvolvimento em África (CCDA-IX).

CCDA-IX é a principal cimeira do clima em África convocada pela Comissão Económica das Nações Unidas para África (CEA), a Comissão da União Africana (CUA) e o Banco Africano de Desenvolvimento em colaboração com o Governo da República de Cabo Verde.

Ao dar as boas-vindas aos participantes na Ilha do Sal, na nação insular, Correia e Silva exortou os participantes a prepararem adequadamente a posição do continente africano e a assegurarem “uma voz única, forte e unificada na COP26”.

A Nona Conferência sobre Alterações Climáticas e Desenvolvimento em África teve lugar seis semanas antes da convergência mundial em Glasgow, capital da Escócia, para a 26ª Conferência das Partes (COP26) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).

Ulisses Correia e Silva destacou três áreas fundamentais que precisam de atenção significativa durante a conferência: o papel inestimável desempenhado pelos estados africanos na redução dos gases com efeito de estufa através de compromissos ambiciosos determinados a nível nacional, o aumento da adoção de energias renováveis ​​pelos estados africanos e o conceito de desenvolvimento através do financiamento do clima.

“A agenda de financiamento climático da África não deve ser comprometida”, sublinhou Correia e Silva.

A importância da posição da África nas negociações da COP26 centralizou todos os oradores que pediram uma postura coerente e robusta de África na tão esperada COP26.

Ainda segundo o mesmo comunicado, a Secretária Executiva da Comissão Económica das Nações Unidas para a África (UNECA) e Subsecretária-Geral das Nações Unidas, Vera Songwe, reconheceu que o tema da conferência foi oportuno e apropriado para os tempos que correm e enfatizou que a procura de uma transição energética justa para o continente precisa da participação do setor privado, que deve ser incluído “no centro da agenda de recuperação verde da África”.

Songwe aplaudiu a adoção de caminhos seguidos em matéria de energia renovável por Cabo Verde com o objetivo de alcançar 30 por cento da sua eletricidade a partir de fontes renováveis ​​até 2025, lê-se no comunicado a que teve acesso Mercados Africanos.

“A África precisa de estar na vanguarda da busca de soluções para o desafio climático”, disse ela.

Por seu lado, Al-Hamdou Dorsuma do Banco Africano de Desenvolvimento insistiu no seguinte: “A transição justa da África para economias resilientes e neutras em carbono deve ser gradual, com consideração adequada ao acesso a financiamento, tecnologia e capacidade, que são essenciais para alcançar a mudança transformacional necessária para alcançar o Acordo de Paris e os objetivos de desenvolvimento sustentável na África”.

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