Escândalo BM: FMI reúne o seu conselho de administração

O Conselho de Administração do Fundo Monetário Internacional (FMI) reuniu-se nesta terça-feira, 21 de setembro de 2021 para um primeiro exame do relatório do Comité de Ética do Banco Mundial sobre a questão relacionada ao suposto papel da Diretora Geral do FMI, Kristalina Georgieva, no relatório Doing Business 2018 do Banco Mundial, informou o porta-voz da instituição, Gerry Rice, num comunicado a que teve acesso Mercados Africanos.

“O conselho discutiu as deliberações do comité de ética e fez uma troca preliminar de opiniões sobre o relatório e a declaração da Diretora-geral em resposta ao mesmo”, disse ele no comunicado.

E acrescentou que o órgão sublinhou “a importância” que atribui à realização de uma análise “em profundidade, objetiva e em tempo oportuno”, e “concordou em se reunir novamente em breve para uma discussão mais aprofundada e completa”.

Acusada de ter manipulado o relatório do Banco Mundial,  “Doing Business”  a favor da China quando estava, em 2017, no Banco Mundial, Kristalina Georgieva reagiu imediatamente às conclusões da investigação independente encomendada pela instituição internacional e tornada pública em 16 de setembro de 2021.

“Eu discordo fundamentalmente das conclusões e interpretações da Pesquisa de Irregularidades de Dados em relação ao meu papel no Relatório “Doing Business” do Banco Mundial de 2018. Já realizei uma reunião com o conselho de administração do FMI sobre este assunto”, declarou a búlgara.

Recorde-se que tal como Mercados africanos tinha noticiado o Banco Mundial tinha suspendido, no ano passado 2020, a publicação do seu relatório que estudava e classificava o ambiente de negócios dos países membros da instituição, distribuindo pontos positivos e negativos.

No entanto, há poucos dias, decidiu interromper definitivamente a sua edição por causa da manipulação das conclusões das edições 2018 e 2019 sob pressão de alguns governos que queriam a todo o custo melhorar a sua situação.

A investigação divulgou os nomes de altos funcionários do Banco Mundial, responsáveis pelos conteúdos e classificação dos países no relatório “Doing Business” que sob a pressão de alguns governos que queriam a todo custo embelezar sua situação, manipularam os resultados para satisfazer esses mesmos países.

Entre esses altos funcionários, encontra-se a atual Diretora-Geral do FMI, a búlgara Kristalina Georgevia, na altura alta funcionária do Banco Mundial que liderava a equipa do “Doing Business”.

As auditorias de investigação culpam especificamente a China, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Azerbaijão.

pub

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite o seu comentário!
Por favor, digite aqui o seu nome


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.