Escândalo no BM – 13 Ministros Africanos, incluindo a GB, apoiam a DG do FMI.

Citada recentemente sobre o seu suposto papel no escândalo do relatório do Banco Mundial, Doing Business, a diretora do FMI, Kristalina Georgieva, recebeu apoio de 13 ministros das finanças e economia africanos em um comunicado divulgado nesta terça-feira, 5 de outubro de 2021.

São os ministros dos seguintes países: Benim, Botswana, Burkina Faso, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Djibouti, Egito, Etiópia, Gana, Guiné-Bissau, Mauritânia, Nigéria, Senegal, Somália, Sudão e Togo.

Para esses ministros, o escândalo do relatório Doing Business merece uma investigação, mas essa exigência não deve, no entanto, eliminar o multilateralismo.

A chefe do Fundo Monetário Internacional encontra-se no centro de uma polêmica: enquanto estava no Banco Mundial, ela teria manipulado dados em favor da China. Ao renunciar ao cargo, ela salvaguardaria a credibilidade do “policia” da economia mundial.

Acusada de ter manipulado dados a favor da China enquanto trabalhava no Banco Mundial (2016-2019), Kristalina Georgieva, diretora do FMI desde 2019, será ouvida esta semana por um comité disciplinar.

Ela já expressou sua “discordância fundamental” com as conclusões de um relatório que a implicou.

Entretanto o porta voz do FMI, Gerry Rice disse num comunicado lido por Mercados Africanos que o Conselho de Administração do Fundo Monetário Internacional (FMI) reuniu-se nesta segunda-feira, 4 outubro 2021, com representantes do escritório de advocacia WilmerHale, que publicou um relatório em meados de setembro 2021 implicando Kristalina Georgieva.

O relatório do escritório de advogados acusou-a de ter pressionado para mudar um relatório (o relatório Doing Business) em favor da China quando ela estava no Banco Mundial, acusações que ela rejeitou imediatamente.

Gerry Rice não entrou em detalhes sobre o conteúdo das discussões ocorridas nesta segunda-feira, 4 outubro 2021, mas enfatizou que “o Conselho continua determinado a conduzir uma análise completa, objetiva e precisa”.

O conselho de gestão do FMI deverá “reunir-se também em breve com a Diretora-Geral”, acrescentou

Recorde-se que Ua investigação da WilmerHale, foi conduzida a pedido do comité de ética do Banco Mundial, e encontrou irregularidades na redação das edições 2018 e 2020 do relatório Doing Business do Banco Mundial, que examina e atribui classificações à estrutura regulatória dos países para descobrir quais são os que têm ambientes mais favoráveis ​​para iniciar um negócio.

O relatório WilmerHale incluiu uma reunião em que Kristalina Georgieva supostamente pediu às suas equipes que mudassem a metodologia do relatório para tornar a classificação mais favorável à China e outros países.

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