Mais de 30 mil pessoas foram para o Sudão em fuga do conflito destas últimas duas semanas entre as forcas do governo Federal da Etiópia e a região  do Tigray. A ONU alerta para uma crise humanitária certa.

Os líderes da região rebelde de Tigray recusaram-se esta quarta-feira (18/11) a render-se às tropas federais. Em vez disso, reclamam vitória numa guerra capaz de agudizar a fricção étnica regional e desestabilizar ainda mais o Corno de África.

A Frente de Libertação Popular do Tigray (TPLF, na sigla inglesa) declarou estar a vencer “o inimigo” e que os seus cidadãos “nunca se ajoelharão”. Esta resposta veio um dia depois de as forças do Governo federal terem lançado ataques aéreos à capital do Tigray, Mekelle, e terem feito avançar tropas por terra, por ordem do primeiro-ministro etíope Abiy Ahmed.

Abiy Ahmed, vencedor do Nobel da Paz de 2019, afastou qualquer tentativa ou sugestão de conversações e insistiu na força quando parte dos militares etíopes estacionados na província do Tigray, no norte do país, na fronteira com a Eritreia, estão a tomar o partido do TPLF.

É praticamente impossível confirmar números dado que todas as comunicações estarem virtualmente bloqueadas, mas fala-se em centenas de mortos em ambos os lados, além do êxodo da população em direção ao vizinho do oeste, a República do Sudão.

“Não é tarde demais para parar antes que a guerra saia fora de controlo”, escreveu a organização não governamental de monitorização de situações de conflito, a  International Crisis Group (ICG).

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