O exercito federal etíope ocupou a capital do Tigray, a região dissidente, após ter lançado uma ofensiva que culminou com a entrada na cidade Mekele, que segundo a radio local foi “fortemente bombardeada”.

As organizações humanitárias confirmaram os bombardeamentos em Mekele, uma cidade densamente povoada com meio milhão de pessoas, o que suscitou imediatamente preocupações sobre as baixas civis.

O primeiro-ministro da Etiópia  e prémio Nobel da Paz, Abiy Ahmed, disse, em comunicado: “Entrámos em Mekele sem que civis inocentes tenham sido alvos”, enquanto o chefe de estado-maior do exército da Etiópia, o general Birhanu Jula, confirmou no Sábado (28/11), à emissora estatal, que os militares já têm o controlo da capital da região.

O Governo regional do Tigray dominado pela TPLF, que em tempos dominou a coligação governamental do país, e que foi sendo posta de lado gradualmente pelo primeiro-ministro, Abiy Ahmed.

A União Africana nomeou três enviados especiais, os antigos presidentes de Moçambique Joaquim Chissano, da Libéria Ellen Johnson-Sirleaf, e da África do Sul Kgalema Motlanthe, que chegaram à capital etíope na quarta-feira(25/11). O primeiro-ministro expressou a sua “gratidão” à União Africana em propor “soluções africanas para os problemas africanos” mas declinou a oferta de mediação, como todas as anteriores ao recordar que o Governo tem “a responsabilidade” de manter a ordem em todo o país”.

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