O chefe do governo etíope e prémio nobel Abiy Ahmed, deu no domingo (22/11) um ultimato de 72 horas à Frente de libertação do povo do Tigray que governa a região, com 5 milhões de habitantes, para depor as armas.

Se o ultimato não for cumprido as forças do exército etíope assaltam a capital Mekelle cercada, de 500.000 mil habitantes.

Em Mekele, o Presidente do Tigré, Debretsion Gebremichael, afirma que o seu povo está pronto para morrer.

Enquanto isso os mediadores da União africana, de que faz parte o ex-presidente moçambicano, Joaquim Chissano, chegam hoje em Addis Abeba, capital da Etiópia.

O primeiro ministro, Abyi Ahmed, que ainda há dia não estava disposto a receber a missão parece agora ter mostrado uma pequena abertura embora aconselhe a comunidade internacional a não interferir.

Os combates entre forças tigrínias e o exército etíope já fizeram centenas de mortos e 40.000 habitantes do Tigré refugiaram-se nomeadamente no Sudão.

Com um assalto final do exército etíope teme-se uma tragédia. O secretário geral da ONU, António Guterres, apelou ao fim dos combates, depois da reunião virtual de ontem do conselho de segurança da ONU, para analisar o conflito.

A antiga presidente da Libéria , Ellen Johnson Sirleaf e o sul-africano, Kgalema Motlanthe, fazem igualmente parte da missão.

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