Centenas de pessoas morreram em ataques aéreos e combates num conflito que pode vir a tornar-se numa guerra civil entre o poderoso exército federal e as forças de segurança da Frente Popular de Libertação do Tigray (TPLF em inglês) consideradas altamente treinadas.

O presidente da Comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, apelou esta terça-feira (10.11) a um cessar-fogo na região separatista de Tigray, no norte da Etiópia.

O chefe da UA manifestou-se preocupado “com a escalada do confronto militar” e encorajou as partes em conflito a dialogarem “para encontrar uma solução pacífica no interesse da Etiópia”, respeitando os direitos humanos e assegurando a proteção dos civis”.

O Governo Federal da Etiópia afirma ter tomado o aeroporto de Humera em Tigray, perto da fronteira com o Sudão e a Eritreia, esta terça-feira, segundo a emissora Fana, filiada do Estado. A Fana avança ainda que várias forças tigreanas se renderam durante a tomada do aeroporto.

Faki Mahamat reafirmou o “firme compromisso” da União Africana com a ordem constitucional, integridade territorial, unidade e soberania nacionais da Etiópia como forma de “assegurar a estabilidade no país e na região

O primeiro-ministro da Etiópia e detentor do Nobel da Paz, Abiy Ahmed, disse esta terça-feira (10/11), através da sua conta no Twitter, que as “operações de aplicação da lei em Tigray estão a decorrer como planeado” e reafirmou que “cessarão assim que a junta criminosa for desarmada, a administração legítima na região for restaurada, e os fugitivos forem detidos e levados à Justiça”.

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