Trump continua a recusar reconhecer Biden como Presidente eleito e pesar da falta de provas, o procurador-geral dos Estados Unidos autorizou investigações por “alegações substanciais” de irregularidades na contagem dos boletins de voto, antes da certificação das presidenciais.

Os procuradores federais poderão agora fazer investigações à contagem dos boletins de voto, algo que não era permitido normalmente até a eleição estar certificada, ou seja, até Biden ser reconhecido formalmente como o 46.º Presidente dos Estados Unidos.

A decisão de William Barr surge dois dias depois de o candidato democrata, Joe Biden, ter derrotado o atual Presidente norte-americano e candidato republicano, Donald Trump, e deixa antever que Trump vai utilizar o Departamento da Justiça para tentar impugnar o resultado eleitoral.

O memorando enviado por Barr aos procuradores, ao qual a Associated Press (AP) teve acesso, diz que investigações “poderão ser conduzidas se houver alegações claras e aparentemente credíveis de irregularidades que, a serem verdade, poderão impactar o resultado da eleição” ao nível estatal e eventualmente federal.

Contudo, não há quaisquer evidências de que tenha havido adulteração dos resultados. Apenas as acusações de Trump no twitter ampliadas pelos seus apoiantes.

Os estados têm até 8 de dezembro para resolver as disputas eleitorais, incluindo as recontagens e contestações judiciais. Os membros do colégio eleitoral reúnem-se a 14 de dezembro para finalizar o processo.

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