Ex-ministro Britânico Hancock como representante da CEA, só durou 4 dias.

A nomeação de Matt Hancock como Representante Especial para Inovação Financeira e Mudanças Climáticas na Comissão Económica das Nações Unidas para a África (CEA) terá durado um total de quatro dias.

Após 96 horas de polémica, foi o próprio Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, quem encerrou o mandato do ex-Ministro britânico, desautorizando no processo a sua adjunta, nomeadamente a Secretária Executiva da Comissão Económica para África (CEA), a economista camaronesa Vera Songwe, muito criticado dentro e fora do continente africano.

Para quem não o conhece, o agora ex-Representante Especial, não é outro senão o ex-Ministro da Saúde e Assistência Social do Reino Unido, também deputado por West Suffolk, na Inglaterra.

Por uma curiosa coincidência, a nomeação de Hancock coincidiu com a publicação de um relatório do parlamento britânico muito crítico de como ele lidou com a pandemia de Covid 19 no Reino Unido.

Apesar desta espetacular marcha atrás, a CEA, com sede em Addis Abeba, é alvo de violentas críticas. ‘O Sr. Hancock renunciou ao seu cargo no governo do Reino Unido em junho 2021, sob a acusação de hipocrisia depois de ser apanha em flagrante pelas câmaras de segurança no seu escritório ao violar as regras de distanciamento do governo relacionadas à pandemia de Covid 19, ao abraçar um assistente com quem estava a ter um caso. O Sr. Hancock também foi alvo de alegações de corrupção durante seu mandato como Ministro da Saúde”, diz uma declaração severa de 64 figuras e organizações da sociedade civil africana.

E os autores da carta enfatizam a decisão equivocada de Vera Songwe de nomear Hancock como Representante Especial.

Para além da petição de personalidades africanas, o ex-ministro é principalmente criticado por se opor, durante o seu mandato, a pedidos de levantamento dos direitos de propriedade intelectual das vacinas contra a COVID-19.24

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