Explosivo: “Pandora Papers”, as contas escondidas de 35 líderes mundiais.

Explosivo. O presidente queniano, Uhuru Kenyatta, uma imagem de anticorrupção, é supostamente o proprietário de uma fundação secreta no Panamá, com mais de 30 milhões de dólares. Sete membros da família Kenyatta são também citados pelos “Pandora Papers” lido por Mercados africanos, como sendo relacionados a 11 empresas offshore e fundações.

Essa é uma das revelações da investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ na sigla em Inglês) que, após dois anos de investigação, publicou, domingo, 3 de outubro de 2021, um novo dossiê sobre a fuga de imposto que afeta homens no poder, ou que estiveram como Tony Blair, ex-PM Britânico e Dominique Strauss-Khan, ex-diretor-geral do FMI.

Cinco anos depois dos “Panama Papers” esta nova pesquisa chamada “Pandora Papers” reuniu mais de 600 jornalistas de 151 meios de comunicação em 117 países durante dois anos.

Baseia-se em mais de 11,9 milhões de documentos de 14 empresas especializadas na criação de empresas “offshore” transmitidos ao consórcio por meio de fonte anónima.

O relatório revela os segredos financeiros de 35 atuais e ex-líderes mundiais, mais de 330 políticos e funcionários de 91 países e territórios, bem como um grupo de fugitivos procurados internacionalmente.

Os arquivos expõem as transações “offshore” do rei da Jordânia, dos presidentes da Ucrânia e Equador, do primeiro-ministro da República Checa e do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, que hoje tem uma empresa de consultoria voltada para as presidências africanas.

Entre outras revelações, o ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss Khan, teria canalizado vários milhões de dólares em honorários de consultoria para empresas por meio de uma empresa marroquina isenta de impostos, segundo documentos examinados pelo ICIJ.

Os documentos rastreiam, entre outras coisas, as transações financeiras de mais de 130 bilionários da Rússia, Estados Unidos, Turquia e outros países.

Estabelecido em 1997 pelo American Center for Public Integrity, o ICIJ tornou-se uma entidade independente em 2017, com uma rede que inclui 280 jornalistas investigativos em mais de 100 países e territórios, bem como cerca de 100 parceiros dos média.

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