Falta de diálogo e preocupações internas prejudicam CPLP

Responsáveis lusófonos pedem intervenção mais assertiva.

A falta de diálogo entre os países sobre o desenho de soluções comuns para problemas comuns e a preocupação com os problemas internos de cada país estão a prejudicar o desenvolvimento da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) como polo agregador de soluções para os países que falam português.

A opinião é manifestada pelo economista-chefe da consultora britânica Eaglestone, Tiago Dionísio, em entrevista concedida ao Mercados Africanos, e surge na sequência de pedidos de vários responsáveis lusófonos relativamente a uma intervenção mais assertiva da CPLP.

“Olhando para o exemplo da União Europeia, vemos que os países têm as suas diferenças mas há uma ideia de a unidade dar mais força, e no caso da CPLP tenso uma língua em comum e seremos mais fortes se nos juntarmos e remarmos todos na mesma direção”, disse Tiago Dionísio.

Para o analista, “é do interesse de todos implementar reformas em conjunto, isso fortalece os laços económicos e é benéfico para todos”.

Nos últimos anos, a CPLP tem sido acusada de não promover um intercâmbio de soluções que possam ser aplicadas nos vários países e que contribuam para debelar dificuldades semelhantes nos vários países que compõem esta comunidade.

“Há falta de diálogo, temos vivido nos últimos anos dificuldades económicas, e cada um temos seus problemas e está mais preocupado em resolver a situação interna, não olhando tanto para o seu conjunto”, admitiu o economista-chefe da Eaglestone.

“O facto de 2021 ser um ano diferente e de recuperação pode juntar mais os países e tentar que arranjem soluções em conjunto, portanto eu diria que a falta de diálogo e a preocupação com os problemas internos de cada país” são as razões para não haver mais integração na CPLP, concluiu Tiago Dionísio.

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