O filme “Valdiodio N’Diaye, um julgamento para a história”, da realizadora senegalesa Amina N’Diaye Leclerc, estará em destaque no prestigioso Festival de Cinema de Cannes, em França, nesta sexta-feira, 9 de julho 2021.

Uma oportunidade para destacar a luta de Valdiodio N’diaye pela independência do Senegal.

Este filme, que faz uma retrospetiva da luta de Valdiodio N’diaye pela independência do Senegal e servira para trazer esta parte da história – muito mal conhecida – do Senegal à luz mundo.

Com efeito, “Valdiodio N’Diaye, um julgamento para a história” é um filme que questiona a versão oficial da história da independência do Senegal. Nesta longa-metragem, a realizadora Amina N’Diaye Leclerc interroga fontes confiáveis ​​que contam outra versão da história da independência deste estado da África Ocidental.

De acordo com os depoimentos deles, Valdiodio N’Diaye, o herói da independência do Senegal, foi vítima de uma grave injustiça.

Nascido a 19 de março de 1923 em Rufisque (subúrbio de Dakar), Valdiodio N’Diaye é considerado o pai da independência do Senegal.

Preso em dezembro de 1962 foi condenado por – foi dito na altura – ter instigado um golpe de Estado ao lado do Presidente do Conselho, Mamadou Dia.

Foi libertado em abril de 1974, depois de ter sido mantido no mais terrível isolamento, durante doze anos, na prisão de Kédougou.

Neste filme, o ex-Presidente da República do Senegal, Abdoulaye Wade e Robert Badinter, ambos advogados no julgamento de 1963, assim como o Procurador-Geral, Ousmane Camara, contam – segundo eles – a “mascarada” do procedimento orquestrado pelo Presidente Léopold Sédar Senghor que eliminou – com a cumplicidade da França – um grupo considerado “demasiado” independente.

Ficou famoso para a história o confronte entre ele e o General de Gaulle a 26 de agosto de 1958 em Dacar, quando reafirmou a aspiração de todos os povos africanos: “Dizemos independência, unidade e confederação africana”.

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