Fintech africanas já alavancaram 1,44 mil milhões de dólares em 2021

As FinTech estão a posicionar-se como a próxima grande alavanca de crescimento para os investimentos das private equity em África.

Nos primeiros 9 meses de 2021, as empresas africanas do setor já bateram o recorde de mobilização de recursos dos últimos 10 anos.

O setor de empresas africanas especializadas em soluções tecnológicas associadas a serviços financeiros (fintech) já mobilizou mais de 1,44 mil milhões de dólares, desde o início deste ano de 2021, observou a agência Ecofin a partir de um conjunto de dados recolhidos.

Este número não considera 23 transações anunciadas no mesmo período, mas cujo valor não foi divulgado.

Este montante é maior do que o financiamento total anunciado pelas fintechs africanas ao longo da década de 2011 a 2020 (1,06 mil milhões e dólares).

No total, pelo menos 196 investidores participaram de 71 transações registadas até 9 de setembro de 2021.

Este valor foi acrescido pelos 500 milhões de dólares do fundo soberano de Singapura Temasek em benefício da firma de investimento Leapfrog que deve usar parte desses recursos para investir nas fintechs africanas.

Tal como Mercados Africanos tem vindo a noticiar, as outras transações que têm apoiado o dinamismo do setor são as da empresa Wave, no Senegal e na Costa do Marfim, e a da nigeriana OPay que mobilizaram 200 e 400 milhões de dólares, respetivamente.

Num continente onde a inclusão nos serviços financeiros tradicionais (banca e micro-finanças) não tem conseguido captar a maior parte dos mercados disponíveis, através de uma presença física, as fintechs têm sido um motor de crescimento, quer como parte de uma parceria ou oferecendo soluções inovadoras e mais autónomas.

A pandemia do coronavírus também alertou para a urgência de digitalizar soluções de pagamento no continente, especialmente nas grandes economias da região, como a Nigéria, Quénia, África do Sul, Egito, Gana e Costa do Marfim

O setor de fintech, especialmente aquelas que oferecem soluções de plataformas de pagamento têm a concorrência dos serviço Mobile Money, apoiado por uma regulamentação já existente, e pelas empresas de telefonia móvel como a MTN, Orange, Safaricom, Airtel Africa, mas também os bancos que lançaram as suas próprias soluções de transações financeiras via telemóvel.

Por exemplo, na zona da União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA), que reúne os 8 países que têm o Franco CFA em comum – incluindo a Guiné-Bissau – o valor das transações móveis, quadruplicou entre 2019 e 2020, segundo dados do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO).

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