Fitch: Dívida da África subsaariana sob escrutínio.

Numa nota lida por Mercados Africanos, a agência mundial de classificação creditícia Fitch Ratings, indicou que após o impacto da pandemia nas finanças públicas na África subsaariana a evolução da percentagem da dívida face ao PIB será determinante para os países da região.

Segundo os analistas da Fitch Ratings “Os esforços para conter os surtos de Covid-19 prejudicaram a atividade económica e pesaram sobre as receitas”.

Na mesma nota a Fitch Ratings acrescenta que:

“O rácio dívida pública/PIB do em geral, subiu entre 2019 e 2021 em todos os países da África Subsaariana classificados pela Fitch, exceto em Angola (B-/Estável), Zâmbia (RD) e República do Congo (CCC)”.

Em Angola e no Congo, isso refletiu em parte os efeitos do aumento dos preços do petróleo em 2021, enquanto na Zâmbia o crescimento nominal do PIB foi forte e a valorização cambial impulsionou o PIB nominal em relação à dívida em dólares americanos.

“As trajetórias da dívida pública na África subsaariana vão passar por uma maior diferenciação nos próximos dois anos de uma deterioração generalizada nas finanças públicas em 2020 e 2021”

Diz a Fitch Ratings, alertando que:

“um aumento na dívida pública face ao PIB poderá ser um potencial gatilho para uma ação negativa de ‘rating’ para a maioria dos países que têm uma perspetiva de evolução negativa”.

Ainda segundo os analistas da Fitch Ratings, “nalguns países, como o Benim (B+/Estável), isso será ajudado pelo rápido crescimento económico” e acrescentam que “as maiores quedas serão observadas nas Seicheles (B+/Estável) e Cabo Verde (B-/Estável), devido ao atraso na recuperação dos fluxos turísticos globais que impulsionam o PIB nominal”.

Nos países produtores de petróleo devido ao forte aumento dos preços do Brent “as receitas do governo e o PIB nominal (o denominador do rácio dívida/PIB) em Angola, Congo e Gabão (B-/Estável), ajudarão a reduzir os rácios da dívida”.

A mesma nota recordou que devido “Às melhorias na liquidez e no desempenho fiscal (e externo), ajudadas significativamente pela recuperação dos preços do petróleo, contribuíram para as nossas recentes decisões de elevar os ratings de Angola e Gabão. Revisamos as classificações de ‘CCC’, para ‘B-’ com Perspetiva Estável, em agosto de 2021 para o Gabão e em janeiro de 2022 para Angola.

 

O que achas desta situação? África está mesmo dependente destes “Ratings? Queremos a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”

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