FMI elogia Senegal e desembolsa 180 milhões de dólares.

No Senegal, apesar do nível de vacinação ser relativamente baixo, é animador. Mas sobretudo, é suficiente para sustentar o crescimento económico do país, desempenho, este, saudado pelo FMI.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elogiou o desempenho económico do Senegal, de acordo com um comunicado datado desta segunda-feira 10 de Janeiro de 2022 lido por Mercados Africanos.

“Indicadores recentes sugerem que uma forte recuperação está em andamento, impulsionada pela produção industrial, serviços e comércio de retalho. O número de casos de covid-19 continua relativamente baixo, e cerca de 14% da população adulta está vacinada”, lê-se no documento.

A instituição de Bretton Woods fez esta declaração, na sequência de várias revisões dos programas em curso com este país membro da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA). Após esta avaliação positiva, o Senegal vai receber recursos de Direitos Especiais de Saque (SDRs na sigla em Inglês) no valor de 180 milhões de dólares, o que eleva o total de recursos obtidos nos três programas em execução para 360 milhões de dólares.

O crescimento económico também está de volta para o país, com projeções para 2021 que passaram de 3,5% para 5%. Os setores da indústria e serviços foram os que mais contribuíram para o crescimento, segundo dados oficiais. Também foi mencionado de que a dívida, embora seja 73% do produto interno bruto, está a caminho de ser reduzida para apenas 60%.

Apesar da questão da dívida ter de vir a ser gerida de forma a permitir aos países africanos industrializarem-se e terem orçamentos de investimento, por agora, as conclusões do FMI são essenciais para a credibilidade internacional dos países, particularmente os da África Subsaariana, cuja dívida é permanentemente percebida como especulativa pelas agências de classificação.

 

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