O Instituto Brasil África (IBRAF) organiza anualmente um grande evento com especialistas, representantes de governos e empresários para discutir as relações do Brasil com países africanos.

Em 2020, o Fórum Brasil África aconteceu nos dias 03 e 04 de novembro num formato digital e teve como tema central as transformações do mundo na pós-pandemia de covid-19.

O evento reuniu oradores importantes como Naledi Pandor, ministra de Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul, o médico congolês Denis Mukwege, laureado com o Prémio Nobel da Paz em 2018, o economista Michael Kremer, laureado com o Prémio Nobel de Ciências Económicas em 2019 e José Graziano da Silva, ex-diretor geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

O Presidente do IBRAF, João Monte, explicou não ter nenhuma pretensão de dizer que esgotou todas as possibilidades de debate sobre políticas e projetos de cooperação entre o Brasil e países africanos após a superação da crise sanitária e económica causada pelo novo coronavírus, mas avaliou que o fórum contribuiu de forma objetiva para que algumas respostas pudessem ser apresentadas.

“Nós tivemos dois painéis, um sobre agricultura e um painel sobre infraestrutura dentro do programa do ‘Brazil Africa Business and Investment Dialogue (BID)’ que foi um evento reservado para convidados. Participarem diversos representantes de instituições financeiras e também de governos para discutir estes dois temas, agricultura e infraestrutura”, contou.

Segundo Monte, neste painel, ficou nítido que a transformação da agricultura que a África precisa, olhando para o modelo brasileiro, não pode continuar a esperar, tem que acontecer agora.

Ele mencionou que o Brasil serve como exemplo porque saiu em poucas décadas de uma situação de importador para exportador de alimentos pode vir a acontecer também, em países africanos.

“Outra resposta que ficou clara e foi dita por diversas autoridades é a ideia de que o mundo deve sair da pandemia com o objetivo ou com valor de que sem trabalho conjunto não há forma de prosperidade em todos os sentidos”, destacou Monte.

“Cooperação, união de todos parece ser uma lógica que a pandemia nos ensinou. Mesmo as economias mais pujantes sabem da necessidade de cooperar e o mesmo se aplica às economias em desenvolvimento.

A cooperação entre estados e entre corporações foi uma máxima que ficou clara nas intervenções de muitas autoridades governamentais, da sociedade civil e do setor privado”, concluiu o presidente da IBRAF.

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