Franco-angolana, quer presidir a Câmara Municipal de Lisboa

Ossanda Liber tem dupla nacionalidade, angolana e francesa e concorre, à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, a capital do antigo império colonial, como independente da cabeça de lista do único movimento cívico – Somos Todos Lisboa – que se apresenta ás próximas eleições autárquicas na capital portuguesa.

Filha de um médico e de uma psicóloga, nasceu há 43 anos em Luanda, onde viveu até partir para a Europa, onde se tornou francesa por casamento e vive em Portugal há 20 anos.

Mercados Africanos seguiu o debate televisivo no qual Ossanda era uma dos 12 candidatos ao cargo de Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e gostámos do que vimos e ouvimos.

Com idéias claras, bem elaboradas, falando diretamente aos Lisboetas, Ossanda, transmitiu a imagem do valor acrescentado da emigração.

O tema mais “quente” foi o da mobilidade urbana na capital portuguesa.

Embora tenha sublinhado que nada tinha contra as ciclovias e as bicicletas, Ossanda, explicou que problema é “que não se vai para o trabalho de bicicleta, não se levam os miúdos à escola de bicicleta. Nós temos sempre que nos deslocar de outros transportes” e, portanto, essa “não é a prioridade”, segundo ela.

E acrescentou: “Lisboa não tem nem em frequência, nem em pontualidade, nem as rotas necessárias para assegurar que os lisboetas se possam deslocar exclusivamente de transportes públicos” e sublinhou que se ganhar “vamos sempre defender esse investimento na mobilidade sustentável, mas com respeito por aquilo que é a atual realidade, sem estar a pressionar os lisboetas”.

Mais importante ainda é a defesa dela de uma cidade inclusiva e de todos, em particular dos imigrantes e outras comunidades que se consideram segregadas.  Mais concretamente e em entrevista concedida ao Jornal de Angola, ela acrescentou “No que respeita aos imigrantes concretamente, há aqui esta questão preocupante da habitação. Esses bairros sociais, que albergam imigrantes e não só, não deviam existir nas atuais condições, deviam ser requalificados, mantendo, obviamente, aquilo que são os custos que as pessoas hoje incorrem para lá estarem. Daí o papel da Câmara Municipal de Lisboa renovar esses edifícios para acabar com as discrepâncias sociais”.

A candidata franco-angolana também lançou um apelo à diáspora em Lisboa “temos a dizer que este movimento também é deles. É absolutamente deles. Eu sei que muitos não têm votado, não se sentem representados. Desta vez não há desculpas. Têm uma representação. O nosso movimento é aberto. É a nossa oportunidade de lisboetas, vindos de Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Cabo-Verde, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Timor-Leste e de outras latitudes geográficas, terem uma porta aberta na Câmara Municipal para irem ao encontro daquilo que são as suas preocupações, seja de integração, seja de vivência em Lisboa”.

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