FRELIMO completou 60 anos de existência.

A Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), o partido que dirigiu a luta pela libertação de Moçambique e que dirige o estado moçambicano desde a proclamação da independência, há 47 anos, comemora este ano 60 anos de existência, desde a sua fundação, na Tanzânia, em 1962.

 

A FRELIMO e os seus erros

O percurso histórico da FRELIMO, o partido que libertou Moçambique do colonialismo, foi marcado pela morte de algumas das principais figuras, como Eduardo Mondlane – primeiro presidente do partido, Samora Machel – primeiro Presidente de Moçambique independente, entre tantos outros.

Pode-se considerar que ao longo do seu percurso, a FRELIMO cometeu alguns erros, tais como as mortes de Uria Simango – primeiro vice-presidente do partido, Joana Simeão, Lázaro Kavandame, Padre Mateus Gwenjere, entre tantos outros notáveis que foram considerados “traidores” pelo próprio partido e mortos por fuzilamento sem direito a um julgamento justo.

Poderíamos também falar aqui da malfadada “Operação Produção” que não passou de uma ação policial repressiva, destinada a enviar as pessoas alegadamente improdutivas, marginais e prostitutas das grandes cidades para as zonas rurais com baixa densidade demográfica, em particular para a província do Niassa.

Estas são as histórias de que “todos” querem falar, mas… para que? Não existe na história da humanidade nenhum movimento libertador que não tenha cometido erros no seu percurso. O importante não são os erros cometidos, mas sim ter-se a capacidade de aprender com eles e criar um futuro melhor.

É por essa razão que Mercados Africanos, apesar de lembrar os erros do passado deste grande movimento libertador, prefere focar-se no papel importante que a FRELIMO teve e ainda tem na construção desta grande nação que é o estado moçambicanos.

 

A fundação de uma nação

A FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique) foi fundada em 1962, na Tanzânia, por Eduardo Mondlane.

Após algum tempo de treino, principalmente em campos na Tanzânia, a FRELIMO lançou uma campanha militar em Moçambique, em 1964, em nome da libertação do território moçambicano, então sob o domínio português.

Após dez anos de luta armada contra Portugal, a 25 de Junho de 1975 foi assinada a independência de Moçambique. A FRELIMO tomou o poder, tornando-se Samora Machel (sucessor de Eduardo Mondlane e chefe carismático deste movimento) o primeiro presidente da República Popular de Moçambique.

A 20 de outubro de 1986, Samora Machel morreu num desastre de aviação, tendo sido substituído na Presidência da República por Joaquim Chissano, antigo secretário de Eduardo Mondlane e antigo Primeiro-Ministro do Governo de transição.

De 1975 a 1992, a FRELIMO esteve em guerra civil com a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) e a 4 de Outubro de 1992 fizeram-se os acordos gerais de paz entre os dois movimentos.

Em agosto de 1994 tiveram lugar eleições gerais, nas quais a FRELIMO, então movimento constituído como partido após o seu III Congresso, obteve a maioria absoluta, em relação ao outro partido de maior representação, o partido da RENAMO.

Em dezembro desse mesmo ano, o Parlamento foi instalado, Joaquim Chissano foi investido como presidente da República e foi nomeado um novo Governo. Em finais de 1999, Joaquim Chissano foi reeleito e a FRELIMO manteve a maioria parlamentar.

A vitória da FRELIMO foi reforçada nas eleições seguintes, a 19 de Novembro de 2003, tendo conquistado 28 dos 33 municípios de Moçambique. Para o seu líder, Joaquim Chissano, esta vitória confirmou a importância da FRELIMO no desenvolvimento económico e social de Moçambique.

Nos dias de hoje a FRELIMO enfrente graves problemas com o terrorismo em Cabo Delgado e com a corrupção interna que mancha a imagem do país a nível internacional. Mercados Africanos, tem vindo a relatar ao longo de vários artigos, todos estes avanços da grande nação moçambicana.

 

Conclusão

A FRELIMO, à frente dos destinos de Moçambique tem claramente vários desafios pela frente para levar o país a bom porto.

Claramente o terrorismo em Cabo Delgado é uma das etapas fundamentais a resolver no futuro de Moçambique, mas não é a única. É preciso investir na economia nacional, em particular no setor importante que é a agricultura, para dessa forma o país não ficar dependente da importação da África do Sul e de outros países.

Moçambique tem terra, água e todas as condições necessárias para desenvolver a sua agricultura sem necessitar de ajuda externa e essa é que deve ser a principal preocupação do país.

É verdade que também tem jazigos de gás que podem dar muito dinheiro ao país, mas esse dinheiro deve ser investido na agricultura e nas infraestruturas, como estradas e pontes para facilitar o escoamento da produção. E obviamente, o desenvolvimento industrial é fundamental.

 

O que achas deste aniversário? A FRELIMO continua a ser a melhor opção para Moçambique? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

 

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Imagem: © António Silva / Lusa 

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Autor

  • Ex-atleta olímpico, tem um Doutoramento em Antropologia da Arte e dois Mestrados um em Treino de Alto Rendimento e outro em Belas Artes. Escritor prolifero, já publicou vários livros de Poesia e de Ficção, além de vários ensaios e artigos científicos. neste momento exerce as funções de Chefe de Redação da Mercados Africanos.

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