Apesar de somente 10% da população na África ao sul do Sara ter acesso a reformas há já estatísticas que deixam antever a importância crescente desses fundos de pensões como fonte crescente de financiamento endógeno e de captação de capital exterior.

Estes fundos são geralmente de governos centrais e locais, de empresas públicas e fundos da segurança social, bem como os de grandes corporações e multinacionais que operam no continente.

Mas quais são os fatores que estão a impulsionar o crescimento dos fundos de reformas africanos? Muitos países criaram novas legislações que trouxeram mudanças estruturais tais como novos regulamentos para permitir o investimento em private equity e outros investimentos não cotados, a necessidade de profissionais de gestão de ativos, a obrigação crescente do patronato de fornecer esquemas de pensões, a faixa etária acima de 60 anos estar a aumentar rapidamente e a expansão da classe média necessitar de oportunidades de poupança.

Os fundos de pensão africanos, canalizados através de private equities, oferecem aos pensionistas a possibilidade de investir com um retorno seguro e de assim apoiar a saída da crise económica do continente através de ativos que possam criar um crescimento económico através de melhorias operacionais, de governação e de reformas mais propícias ao ambiente empresaria local.

África tem uma enorme necessidade de financiamento de infraestruturas e os fundos de pensões poderiam ser uma fonte ideal de capital local, mas muito mais é necessário ser feito por um lado, para aumentar a oferta de projetos para investimento e por outro, para aumentar a capacidade dos fundos de reformas para investirem em projetos seja diretamente, ou através de gestores de fundos de infraestruturas.

A poupança é fundamental para o crescimento mas são necessários ativos produtivos para financiar. Mas qual é o desafio? O desafio é o de como investir o capital de forma produtiva. Será que os empresários, bancos de investimento e os mercados de capitais estão prontos a assumir o desafio que os grandes projetos de infraestruturas representam em matéria de procura de capital?

A resposta passa também por incentivar os  gestores de fundos de pensões a melhorar rapidamente as suas competências, serem mais pró-ativos na escolha e negociação de projetos a financiar, visão na ajuda ao crescimento dos mercados através de disponibilização de liquidez, ampliação do espaço de investimento ou seja levantar as restrições sobre investimentos transfronteiriços, sobretudo no financiamento de projetos articuladores e integradores das economias e da indústria africanas.

Como parte dos esforços para sair da crise os fundos de pensões em África, tal como em outros continentes , devem aproveitar esta situação e incorporar nas suas decisões sobre investimentos não só as variáveis mais tradicionais, mas escolherem cuidadosamente os investimentos em infraestrutura, energia, em cuidados de saúde e outros sectores que possam trazer benefícios aos reformados e às suas famílias no futuro, mas igualmente contribuir para a transformação e desenvolvimento sustentável do continente.

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