A economia do Gabão acaba de receber uma lufada de ar fresco após a aprovação a 28 de julho de 2021 pelo conselho de administração do Fundo Monetário Internacional (FMI) de um acordo com um crédito de 553 milhões de dólares, por três anos, segundo comunicado difundido pelo FMI, a que teve acesso Mercados Africanos.

Este montante representa 180% da quota do Gabão, para fazer face à crise da pandemia COVID-19 e apoiar a implementação da estratégia de recuperação económica 2021–2023.

Este acordo permite o desembolso imediato de 115 milhões de dólares para apoio ao orçamento, contribuindo para a recuperação pós-pandemia porque, segundo o governo, o programa visa fortalecer a resposta do país à pandemia, para reduzir a dívida fiscal e pública vulnerabilidades e fomentar o crescimento sustentável, verde, inclusivo e liderado pelo setor privado.

“O novo acordo de crédito apoiará a recuperação pós-pandemia do país e apoiará a implementação de reformas. A prioridade imediata continua a ser salvar vidas e meios de subsistência. À medida que a crise recuar, o foco será o de abordar problemas estruturais de longo prazo, a fim de colocar a dívida pública num caminho descendente e promover um crescimento forte, sustentável, verde e inclusivo, e impulsionado pelo setor privado”, disse o Diretor-Gerente Adjunto do FMI, Mitsuhiro Furusawa.

A economia gabonesa entrou em recessão nos últimos seis anos, cuja principal causa é a queda do preço do petróleo, que constitui mais de 80% dos recursos do país. Um ambiente económico difícil, reforçado pela pandemia, que deteriorou a produção e aumentou a pobreza.

Após crescer 3,9% em 2019, o Produto Interno Bruto (PIB) teve uma contração de 2,7% em 2020, refletindo uma queda de 21% na produção nacional de petróleo e um abrandamento da economia.

As autoridades gabonesas consideram que o acordo alcançado com o FMI permitirá a implementação do Plano de Aceleração da Transformação (PAT) com o qual o Gabão conta para sair da crise económica.

A implementação destas medidas deverá favorecer o dinamismo das atividades, prevendo-se que o PIB real cresça 2,1% em 2021 e 3,8% em 2022.

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