Gabão: Transição do gasóleo para o gás natural não será fácil.

Com reservas de gás estimadas em mais de 100 mil milhões de m3 (dados do Ministério do Petróleo), o Gabão planeia desenvolver ainda mais os seus recursos de gás nos próximos anos, com o objetivo de gerar novas fontes de receitas num contexto de redução da produção de petróleo, acelerar a transição energética e melhorar o abastecimento do território nacional em gás butano.

Para o efeito, as autoridades gabonesas estão a trabalhar para passar da utilização do gasóleo para o gás, tanto no sector da energia elétrica como nos transportes.

Mas, para alcançar eletricidade e transporte mais ecológicos e económicos, o Gabão terá que enfrentar vários desafios e entre eles, o tecnológico e de infraestrutura e para tal associar-se com os que possuem as tecnologias necessárias, mas também e sobretudo o desfio financeiro.

Segundo Robert Dilindi, diretor-geral da Nila Geasolutions, uma empresa de serviços petrolíferos do Gabão criada em 2014 “O Gabão terá de investir em projetos de gás comprimido, montar centros de conversão de gás liquefeito de petróleo (GLP) e gás natural comprimido (GNV) com equipamentos para converter carros em gás natural, instalar postos de gasolina”

Gabão deve conseguir criar um quadro de confiança entre as empresas que pretendem atuar neste sector e os bancos, para que estes os possam financiar.

 “Temos investidores e fundos internacionais, como o Banco Mundial, que estão prontos para financiar essa transição. Hoje, os investidores internacionais estão a sair do que é investimento em carbono (que polui muito) e querem colocar o seu dinheiro em soluções que reduzam o efeito climático da industrialização global” explicou Yann Livulibutt Yangari, chefe do grupo e trabalho sobre a Estratégia de Gás do Plano de Aceleração da Transformação (PAT), durante a Cimeira sobre transição de petróleo, gás e energia realizada em Libreville de 20 a 22 de outubro de 2021 e na qual o quotidiano, Le Nouveau Gabon participou.

E acrescentou: “É por isso que vamos trabalhar com bancos locais, bem como com bancos internacionais para apoiar este tecido econômico emergente do Gabão nesta transição energética”.

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