Gás Moçambique: Presidente do BAD espera retoma dentro de 18 meses

Sabe-se que o projeto de gás em Cabo Delgado irá acelerar o crescimento económico de Moçambique. Mas o desenvolvimento do projeto está ameaçado desde 2017 por uma insurgência muito ativa na Província.

No entanto, alguém bem informado, Akinwumi Adesina, Presidente do BAD, afirmou à Reuters, nesta sexta-feira, 27 de agosto de 2021, que o projeto pode recomeçar nos próximos 18 meses e que acredita que o envio de exércitos de vários países africanos a Moçambique para conter a insurgência irá promover a recuperação.

Recorde-se que, no passado mês de Abril 2021, o operador do projeto a francesa TotalEnergies, declarou força maior nas suas operações devido à captura pelos rebeldes da cidade de Palma, às portas das instalações de gás de Cabo Delgado e estimou que essa interrupção atrasaria o desenvolvimento do projeto em pelo menos um ano.

“Devolver a segurança a este local dará à Total e a outros garantias para voltar. Dentro de um ano a 18 meses, espero que se estabilize o suficiente para colocar o projeto de volta nos eixos, disse Adesina.

De notar que tropas do Ruanda e dos estados-membros da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) estão destacadas para apoiar as forças moçambicanas e ajudar a acabar com a insurgência e já recuperaram o controle da Vila de Palma.

Mas Adesina sublinhou que a insegurança ainda restringe os investimentos em outras partes da África, apontando para zonas de conflito no Chade, Mali, Burquina Faso, norte da Nigéria e Camarões.

E acrescentou que “o BAD está a desenvolver formas, incluindo títulos de investimento indexados à segurança, para ajudar os países africanos a combater a insegurança e a necessária reconstrução após o conflito.

“Sem segurança, não pode haver investimento e não se pode ter desenvolvimento”, enfatizou ele.

Lembramos tal como tínhamos noticiado na altura, que o BAD injetou 400 milhões de dólares no projeto que representa, com um total 22 mil milhões de dólares , o maior investimento estrangeiro direto (IED) alguma vez feito em África e um elemento chave da estratégia de desenvolvimento económico de Moçambique.

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