Gravidez e tecnologia africana.

“Por coincidência, a minha prima estava grávida, e a sua experiência e os números inaceitavelmente elevados de mortalidade materna na região foram o empurrão final para que me concentrasse na saúde materna”, disse a cofundadora Tafadzwa Munzwa, uma médica, ao magazine online Disrupt Africa.

Fundada em 2018 e orientada para equipamento médico, a DawaHealth a start-up começou por desenhar um dispositivo de monitorização de parâmetros médicos geriátricos a ser transmitido sem fios aos médicos para monitorização ativa. No entanto, através do programa de lançamento, os cofundadores aperceberam-se que o conceito original não ia ser sustentável.

A start-up desenvolveu, então, uma app, a DawaMom que está a capacitar as mães para receberem saúde materna à distância, ao mesmo tempo que as orienta ao longo do período perinatal.

DawaMom é acessível via web, telemóvel, SMS, e chatbot de áudio ou texto, e fornece apoio semanal à saúde materna às grávidas.

“Através da nossa plataforma, as mães monitorizam parâmetros como tensão arterial gestacional, açúcar no sangue gestacional, infeções do trato urinário, níveis de hemoglobina, e ecografias. A nossa plataforma trabalha em conjunto com uma rede de agentes comunitários de saúde que prestam apoio quinzenal à saúde materna em áreas remotas. Os parâmetros médicos dos agentes de saúde comunitários são então ligados a profissionais treinados que fornecem conselhos à distância”, disse Munzwa.

Dawa Health está a tentar colmatar a lacuna de acesso à saúde materna para mulheres e mães na África Subsaariana. Mais de 830 mães morrem diariamente de complicações de gravidez, evitáveis, das quais 67% ocorrem na África Subsaariana.

“Na África Austral, mais de 17 milhões de mães dão à luz anualmente, e mais de 10 milhões dessas não têm acesso a saúde materna de boa qualidade”, disse Munzwa.

A Dawa Health, está no processo de angariar financiamentos e depois da “muito encorajadora” aceitação dos seus trabalhos na Zâmbia já está a planear a sua expansão.

“Os dados e resultados serão fundamentais na nossa próxima fase de operações e mercados em escala”, disse Munzwa.

“Atualmente, estamos concentrados nos mercados zambianos com planos de expansão para o Zimbabué, Malawi e Tanzânia”.

A start-up, que ganha dinheiro diretamente dos pacientes da plataforma e das organizações internacionais que subsidiam os custos para as comunidades de baixos rendimentos, tem enfrentado dificuldades em assegurar as parcerias estratégicas de que necessitava para ir ao mercado. No entanto, agora está lançada, e pronta para crescer.

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