Guerra: Em África, a aviação fica no chão.

As companhias de aviação em África, estão a ser gravemente prejudicadas por causa da guerra Rússia/Ucrânia. Seria de pensar que, sendo África produtora de petróleo, a guerra não influenciasse os custos dos combustíveis, mas, infelizmente, também aqui, África padece da falta de indústrias transformadoras e tem que importar a grande maioria do seu combustível.

 

Moçambique

Em Moçambique, a aviação está a ser gravemente penalizada com a falta de combustível. A LAM (a companhia aérea nacional moçambicana) confirmou que cancelou todos os voos devido a uma grave escassez de combustível no país.

A companhia aérea divulgou o seguinte comunicado:

“A escassez de combustível está a afetar também a cidade de Pemba, no Norte, e os voos regulares para aquela região vão sofrer restrições no transporte de passageiros e carga”.

 

Zimbabwe

A Air Zimbabwe parou toda a sua frota nacional por falta de combustível. No aeroporto internacional de Harare, nesta passada terça-feira, 8 de Março de 2020, os únicos passageiros eram aqueles que viajavam para Joanesburgo pela British Airways e pela South African Airways.

Funcionários do balcão da Air Zimbabwe no terminal de embarque internacional de Harare disseram que 80% dos voos da transportadora foram ficaram em terra, afirmando que este era mais um duro golpe para a aviação nacional, já de si com dificuldades económicas que vinham de trás.

 

Nigéria

Nos aeroportos mais movimentados da Nigéria, Lagos e Abuja, os voos atrasaram horas há espera de combustível.

Duas das maiores companhias aéreas da Nigéria, a Air Peace e a Arik Air, disseram que tiveram que cancelar alguns voos domésticos e atrasar outros, devido à escassez de combustível.

“Infelizmente, a escassez de combustível está a começar a afetar seriamente as nossas operações”, disse um responsável da Air Peace.

A escassez de combustível na Nigéria fez com que as companhias aéreas cancelassem os voos internos e atrasassem os voos internacionais, nesta semana, mas segundo as duas maiores companhias aéreas do país, se a situação se mantiver, terão que parar na totalidade.

Apesar de a Nigéria, ser o maior produtor de petróleo em África, importam quase todo o seu combustível para a aviação.

 

A aviação no resto de África

Um pouco por todos os países africanos, especialmente os mais pobres, começa-se a verificar paragens em todas as companhias de aviação. Todas elas queixam-se do mesmo. Mesmo que pudessem comprar combustível, os preços estão tão elevados que teriam que aumentar os preços dos bilhetes, prejudicando a viabilidade das companhias aéreas.

 

Conclusão

Após a invasão da Ucrânia pela Rússia, os preços do petróleo bruto atingiram um pico que não era visto há mais de 14 anos, fazendo com que os preços globais do combustível de aviação tenha sido dos mais atingidos, prejudicando dessa forma, as companhias aéreas e os passageiros com um grande aumento de custos.

As sanções económicas, sem precedentes, impostas à Rússia, colocaram os mercados mundiais em uma “situação muito difícil” e, enquanto o Ocidente pune a Rússia com severas sanções, como sempre, os mais fragilizados são aqueles que mais sofrem.

Com uma maioria de países muito podres, África, é sem dúvida o continente mais prejudicado. A sair de uma crise recente e com uma recuperação lenta, devido aos efeitos das restrições do Covid-19, esta guerra injustificável, vem causar uma nova crise económica no continente, desferindo mais um duro golpe à fragilizada aviação africana.

Lá diz o ditado…

“A água bate na rocha e quem se lixa é o mexilhão”.

 

O que achas desta crise do petróleo? A aviação africana terá capacidade para sobreviver? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

 

Ver Também:

África: ganhos e percas na guerra da Ucrânia

Imagem: © 2017 Milosz Maslanka / Shutterstock

  • Ex-atleta olímpico, tem um Doutoramento em Antropologia da Arte e dois Mestrados um em Treino de Alto Rendimento e outro em Belas Artes. Escritor prolifero, já publicou vários livros de Poesia e de Ficção, além de vários ensaios e artigos científicos. neste momento exerce as funções de Chefe de Redação da Mercados Africanos.

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