Guiné-Bissau 17M de euros em títulos.

Segundo as informações a que Mercados Africanos teve acesso, o Estado da Guiné-Bissau, através da Direção-Geral do Tesouro e Contabilidade Pública, arrecadou a 25 de Janeiro de 2022 um montante de 11,359 mil milhões de FCFA (17,038 milhões de euros) no final da sua emissão de obrigações assimiladas do Tesouro (OAT).

Estes títulos, têm um vencimento de 5 anos no mercado financeiro da União Monetária da África Ocidental (UMOA), denominados “de apoio e resiliência” organizados em parceria com a UMOA-Titres com sede em Dakar.

Estes fundos angariados visam mobilizar a poupança das pessoas singulares e coletivas para cobrir as necessidades de financiamento do Orçamento do Estado da Guiné-Bissau.

Após o leilão, a UMOA-Titres listou 44 478,110 mil milhões de FCFA em ofertas globais de investidores de um montante colocado a leilão pelo emissor de 11,000 mil milhões de FCFA, ou seja, uma taxa de cobertura do montante colocado a leilão de 404,35%.

Do total das propostas, o Tesouro Público da Guiné-Bissau reteve 11 359,120 mil milhões de FCFA e rejeitou os restantes 33 118,990 mil milhões de FCFA, ou seja, uma taxa de absorção de 25,54%

O emitente comprometeu-se a reembolsar os valores mobiliários emitidos no primeiro dia útil após o vencimento fixado a 26 de janeiro de 2027, com uma taxa de juros de 6.10%.

Recordamos que Agência UMOA-Titres, apoia os Estados-Membros a obter nos mercados de capitais os recursos necessários para financiar as suas políticas de desenvolvimento económico, a custos controlados.

Lançada pela UMOA-Titres em colaboração com o Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), a emissão de títulos de apoio e resiliência visa permitir ao emitente mobilizar as poupanças de particulares ou coletivas.

O objetivo é por um lado, cobrir as necessidades de tesouraria para apoiar os esforços de recuperação económica dos Estados da UEMOA, de modo que possam reencontrar a trajetória de crescimento existente antes da crise sanitária da Covid-19 e por outro lado, apoiar a resiliência nas mudanças de orientação orçamentária tomadas pelos Estados membros, face aos choques adversos que as suas economias enfrentam.

Estes títulos podem ser emitidos por todos os Estados da zona UEMOA (União Económica e Monetária da África Ocidental) confrontados com esta situação e manifestem esse desejo.

A emissão destina-se a todos os investidores, tanto empresas como particulares, que desejam prestar um apoio útil aos Estados da zona e está aberta a investidores da área da UEMOA e de fora dela.

 

O que achas destes títulos? Vale a pena investir na Guiné-Bissau? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

 

Veja Também:

Guiné-Bissau: 30 milhões de dólares do BAD

close

VAMOS MANTER-NOS EM CONTACTO!

Gostaríamos de lhe enviar as nossas últimas notícias e ofertas 😎

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

pub

2 COMENTÁRIOS

  1. Temos uma capacidade invejável em comprometer o futuro das gerações vindouras. Senão, o que se investiu até hoje com os títulos emitidos anteriormente? Zero investimento! Quem se beneficia com as emissões de títulos? Claramente a classe política dominante! E o povo só servirá para carregar com às dívidas as costas. O problema é que, não e de hoje que se endivida o país para benefícios de muitos poucos sustentarem seus luxos. O que inclui fora a riqueza ostentada no país, mais sim, a vida luxuosa dos seus filhos na Europa; os colégios bilionários a que frequentam, os apartamentos milionários, as viagens; o o tratamento médico no exterior; etc, etc, etc…., tudo isso impede que se invista no que é mais importante no país, a educação a saúde e as infraestruturas.

    Investir na Guiné-Bissau! com que garantias? Não vejo como investir num país sem infraestruturas, sem segurança, sem garantia judicial, sem saúde, e sem mão de obra qualificada. Um país onde todos são Doutores!!! quantos empresários não tentaram e saíram de lá com uma à frente e outra atrás! Na Guiné-Bissau rouba/se a luz do dia e nada acontece!!!

  2. Absurdo e incompreensível, são as palavras com que eu possa qualificar estas acções do estado da Guiné-Bissau. Se estamos atentos, a Guiné-Bissau emitiu mais de três títulos durante o ano 2021 para o investimento econômico e desenvolvimento, mas que na prática é para o investimento pessoal, familiar, grupal e partidária, com reflexos visíveis na sociedade em geral, por exemplo, escolas públicas a dois anos sem funcionar, hospitais públicas em colapso total, greves sucessivos na função pública a mais de um ano e sociedade civil sem rumo e esperança de amanhã melhor. Para responder a questão, não vale a pena investir, porque estão a investir nos líderes políticos e partidários, não no país. Estes líderes que nos representam não são dignos de confiança deste povo humilde e pacífico, por isso, só a Guiné Bissau que tem a perder com estes títulos e nunca estas pessoas não vão pagar e nem estarão no poder no prazo findo.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite o seu comentário!
Por favor, digite o seu nome aqui


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.