A intenção de restruturação da dívida foi manifestada pelas autoridades da Guiné-Bissau ao Presidente do Banco Oeste Africano de Desenvolvimento, Serge EKUE que esteve de visita a Bissau com o objetivo de negociar com o Ministro das Finanças e ter garantias de que os vencimentos de juros de 2021 a 2025 serão consolidados e distribuídos por um período de 18 anos, incluindo um deferimento de 5 anos.

Segundo Serge EKUE, embora o BOAD não possa considerar esta opção da restruturação para evitar graves consequências para a sub-região, manifestou-se disponível em subsidiar os juros vencidos concedidos à Guiné-Bissau, a fim de transformá-los em concessões. Neste particular, o país pagaria por esses empréstimos as taxas de juros de 2,75%.

Fato que, mereceu uma análise da situação das Finanças públicas e financiamento de alguns projetos, nomeadamente a construção de vias urbanas e rurais, nos encontros separados que o Presidente do BOAD manteve com o Chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, o Vice Primeiro-ministro Soares Sambu, Ministro das Finanças João Fadia e a Secretária de Estado do Plano, Mónica Boaro.

“Fizemos  o ponto da situação sobre a questão do desenvolvimento de projetos e sobre as ambições da República da Guiné-Bissau na audiência com o chefe de estado e convergimos para trabalharmos juntos para melhor cumprir as ambições traçadas pela República da Guiné-Bissau”, disse Serge EKUE.

O Presidente do BOAD, depois da audiência com o Vice Primeiro-ministro, Soares Sambu manifestou aos jornalistas o interesse em trabalhar com as autoridades da Guiné-Bissau na execução dos projetos do desenvolvimento.

“Como disse o senhor Vice primeiro-ministro vamos ter que convergir no marco da visão da Guiné-Bissau e ter em conta a capacidade da Guiné-Bissau para absorver todos esses projetos que são projetos importantes e técnicos , e isto, num quadro descrito pelo senhor Vice Primeiro-ministro e confirmado pela senhora Secretária de Estado do Plano e cujo BOAD vai acompanhar, sobretudo na execução dos referidos projetos”, salientou.

Segundo apurou Mercados Africanos, as dívidas contraídas durante os últimos 10 anos, não conseguiram gerar retorno suficiente para reduzir os serviços da dívida. Fato que levou a Guiné-Bissau voltar a endividar-se sem os retornos visíveis em relação ao investimento.

A composição da dívida passou a ser doméstica, ou sub-regional, tendo como alternativa de financiamento o mercado financeiro da UEMOA, através de emissão de títulos de tesouro com as taxas de juros de 6%, 7% ou 8% para pagamento de salários e outras despesas.

Recorde-se que em 2010, a Guiné-Bissau beneficiou do perdão da dívida ou seja beneficiou da iniciativa HIPIC ou PPTE, Países Pobre Altamente endividados em 36% do PIB em relação ao encargo da dívida e a maioria dela externa, soube Mercados Africanos de uma fonte do Ministério das Finanças.

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