A ineficácia da justiça, a ausência de infraestruturas apropriadas para impulsionar oportunidades de negócio e constante instabilidade, pesa muito na queda da Guiné-Bissau na ordem de 0,4% no Índice do relatório Mo Ibrahim, afirma o investigador guineense do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa INEP, igualmente especialista em Antropologia.

O Antropólogo  Mamadu Jao disse a Mercados Africanos, que era de esperar a posição 41 ocupada pela Guiné-Bissau, devido à ausência de quatro elementos chave considerados como a base para uma boa governação: A estabilidade, a Justiça e Infraestruturas e Recursos Humanos.

“Sem um investimento sério nestas quatro dimensões seria difícil mobilizar os investidores e consequente criação de oportunidades de negócios na Guiné-Bissau”, salienta o antigo Diretor do INEP.

Jao, lamenta o fato da Guiné-Bissau, não ter conseguido manter a performance entre 2010 a 2015, período em foi registado progressos a nível do continente africano a que o país também não fugiu a regra.

De 2015 a esta parte, segundo o investigador Mamadu Jao, começaram as preocupações e declínios e com uma tendência global para todo o continente africano.

O acesso à informação de qualidade e dados atualizados são tidos como problemas nos países africanos, e no caso concreto da Guiné-Bissau a situação é ainda mais complicada, refere o Antropólogo.

Em relação à queda da Guiné-Bissau no relatório Mo Ibrahim, Mamadu Jao, aponta ainda duas variáveis:  o índice do desenvolvimento humano que diz ser um problema crônico do país e oportunidades de negócios.

Sobre este último, o investigador lembra que, um investidor sério não pode investir num país em constante instabilidade, com a justiça deficitária e sem perspetivas para uma melhoria imediata.

E sobre o índice do desenvolvimento humano, o Antropólogo faz referência ao relatório do PNUD lançado desde de 1990, no qual afirma que desde então, a Guiné-Bissau, figura nos últimos cinco países do continente africano com mais problemas e nunca mais conseguiu melhorar o indicador.

Para mitigar esses dados, o Antropólogo e investigador do INEP, alerta para um investimento robusto nos recursos humanos, e cita Cabo Verde, como um país modelo a nível da África Ocidental, em termos de investimento e valorização do capital humano.

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