Interrogado por Mercados Africanos, se a instituição que dirige tem uma estratégia para mitigar o impacto da pandemia na próxima campanha de caju, o Presidente da Agencia Nacional do Caju (ANCA), Caustar Dafa, afirmou que definiram uma estratégia e que, de momento, estão a lutar juntamente com os seus parceiros para ultrapassar a situação que poderá criar o estrangulamento, frisando que realizaram recentemente o atelier da fileira de caju, no qual analisaram entre outras situações: o estrangulamento e o que impede ou provoca a dificuldade do processamento interno, bem como o escoamento dos produtos.

“Contamos com a presença de um especialista brasileiro que nos mostrou como ajudou a Costa de Marfim e manifestou também a vontade de apoiar a Guiné-Bissau neste sentido. Estamos a contar com ele. Por isso, vamos buscar os fundos para podermos trabalhar e ajudar na dinamização do setor, porque é uma coisa de grande valia para o país. Mesmo que não tenhamos o petróleo, se sabermos aproveitar e organizar o sector de caju, temos mais-valia em relação ao petróleo”, assegurou.

Sobre a criação das condições às pequenas unidades do processamento da castanha de caju no sentido de responder às solicitações dos parceiros, informou que a dinamização das pequenas unidades de transformação  da castanha é uma das preocupações da agência, porque “ajudar as unidades a melhorar a capacidade do processamento é mais-valia para o país, dado que cria mais postos de emprego e o rendimento para a economia nacional”.

 Afirmou ainda que a amêndoa tem mais valor econômico em relação à exportação da castanha em bruta, como também no processamento, pode-se aproveitar do líquido que é usado para bio… e da própria casca da castanha.

Caustar Dafa revelou, neste particular, que, em novembro último, receberam a promessa de alguns parceiros da União Europeia que vão apoiar nas unidades da transformação para o setor privado, alertando aos parceiros que o setor privado guineense está divido, e que a ANCA jogou o papel de reconciliar o setor privado para o bem do país.

Entretanto, o ministro do Comércio e Artesanato, Artur Sanhá, alertou numa declaração aos jornalistas que se não forem criadas as condições básicas para os agricultores tratarem os seus pomares de caju, de acordo com a recomendação dos técnicos, certamente que haverá queda na taxa de exportação da castanha de caju que é considerado do produto estratégico para a economia da Guiné-Bissau”.

O governante disse que o país conseguiu exportar este ano 150 mil toneladas da castanha de caju bruta, que está a baixo da quantidade anunciada pelo presidente de ANCA que, segundo a sua explicação, a Guiné-Bissau exportou 152 dois mil toneladas da castanha.

Para a próxima campanha da comercialização da castanha de caju, o ministro espera uma maior sinergia e apoios para os intervenientes na fileira de caju, “caso contrário, haverá baixa na produção da castanha de caju”, realçando, na sua declaração, os quinze bilhões de francos cfa que o governo liderado por Nuno Nabian injetou ao setor privado, à título de empréstimo, com o intuito de cobrir as despesas da campanha.

Artur Sanha falou da necessidade de haver mais iniciativas de género, “porque senão o sector privado não irá conseguir sobreviver”.

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