Guiné-Bissau: Consegue 17,9M de euros.

O Estado da Guiné-Bissau, através da Direção-Geral do Tesouro e Contabilidade Pública, segundo as informações a que Mercados Africanos teve acesso, arrecadou, a 5 de Abril de 2022, no mercado financeiro da União Monetária da África Ocidental (UEMOA), um montante de 11,936 mil milhões de FCFA (17,904 milhões de euros).

Esse valor, foi obtido no final da emissão de obrigações de recuperação (ORD) do Tesouro com maturidade de 7 anos organizada em parceria com a UMOA-Titres sediada em Dakar.

Estes títulos, têm um vencimento de 7 anos no mercado financeiro da União Monetária da África Ocidental (UMOA), denominados “de apoio e resiliência” organizados em parceria com a UMOA-Titres com sede em Dakar.

Estes fundos angariados visam mobilizar a poupança das pessoas singulares e coletivas para cobrir as necessidades de financiamento do Orçamento do Estado da Guiné-Bissau.

Após o leilão, a UMOA-Titres listou 26,241.0100 mil milhões de FCFA em ofertas globais de investidores de um montante colocado a leilão pelo emissor de 12,500 mil milhões de FCFA, ou seja, uma taxa de cobertura do montante colocado a leilão de 209,9300 %.

Do total das propostas, o Tesouro Público da Guiné-Bissau reteve 11 936,0500 mil milhões de FCFA e rejeitou os restantes 14,304.960 mil milhões de FCFA, ou seja, uma taxa de absorção de 45.48%

O emitente comprometeu-se a reembolsar os valores mobiliários emitidos no primeiro dia útil após o vencimento fixado a 6 de abril de 2029, com uma taxa de juros de 6.30%.

A Guiné-Bissau já tinha emitido um outro título a 25 de Janeiro de 2022 e arrecadado 17,038 milhões de euros no final da sua emissão.

Recordamos que Agência UMOA-Titres, apoia os Estados-Membros a obter nos mercados de capitais os recursos necessários para financiar as suas políticas de desenvolvimento económico, a custos controlados.

Lançada pela UMOA-Titres em colaboração com o Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), a emissão de títulos de apoio e resiliência visa permitir ao emitente, neste caso a Guiné-Bissau, mobilizar as poupanças de particulares ou coletivas.

O objetivo é por um lado, cobrir as necessidades de tesouraria para apoiar os esforços de recuperação económica dos Estados da UEMOA, de modo que possam reencontrar a trajetória de crescimento existente antes da crise.

Por outro lado, apoiar a resiliência nas mudanças de orientação orçamentária tomadas pelos Estados membros, face aos choques adversos que as suas economias enfrentam.

Estes títulos podem ser emitidos por todos os Estados da zona UEMOA (União Económica e Monetária da África Ocidental) confrontados com esta situação e manifestem esse desejo.

A emissão destina-se a todos os investidores, tanto empresas como particulares, que desejam prestar um apoio útil aos Estados da zona e está aberta a investidores da área da UEMOA e de fora dela.

 

O que achas do montante conseguido nesta emissão? E como pensas que a Guiné-Bissau vai usar este dinheiro? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

Imagem: © 2021 Francisco Lopes-Santos

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