Guiné-Bissau entre os que menos investem em saúde.

Na África Subsaariana, os gastos domésticos com a saúde, em termos de percentagem do produto interno bruto, foi de apenas 1,9% em 2018.

No geral, a saúde está menos acessível em 2019, em comparação com 2010.

No entanto a liderança africana tinha-se comprometido por meio da Declaração de Abuja de 2001, a alocar 15% de seus orçamentos para gastos com saúde, mas apenas sete países fizeram isso pelo menos uma vez desde que essa meta foi estabelecida.

Apenas 10 países oferecem aos seus cidadãos cobertura de saúde universal gratuita.

Os países que mais melhoraram nesta área foram o Mali, Etiópia, Costa do Marfim, Comores e Marrocos.

Enquanto os países com um declínio mais acentuado são a Guiné-Bissau, Líbia, Uganda, Namíbia e Eritreia.

Esta é uma das conclusões do estudo “Covid-19 na África: um caminho difícil para a recuperação” da Fundação Mo Ibrahim publicado nesta segunda-feira 6 Dezembro 2021  e consultado por Mercados Africanos.

Baseado nos dados do Índice Ibrahim de Governação Africana (IIAG), o estudo avalia o desempenho de cada país africano na última década para assinalar os problemas e fazer sugestões sobre onde os Governos devem concentrar os esforços no futuro.

O estudo revela que as falhas nos registos civis podem excluir à partida milhões de pessoas não só do processo da vacinação, mas implicitamente do de desenvolvimento.

De acordo com o estudo, mais de 50% das crianças nascidas em África não tem existência legal por falta de registo, até porque muitos serviços essenciais foram perturbados ou interrompidos durante a pandemia.

Por outro lado, apenas 10% das mortes são registadas oficialmente em África, indicam os investigadores.

“A pandemia de Covid-19 interrompeu a já fraca provisão de serviços de registo, revelando as deficiências de um sistema cujos serviços são necessários mais do que nunca”, adiantam os autores.

Num contexto de pobreza uma das grandes barreiras é também o custo destes serviços. O registo de nascimento é gratuito em apenas quatro dos 24 países da África Ocidental e Central.

Sem investimento público e apoios à população, poderá haver 100 milhões de crianças nascidas em África sem qualquer registo até 2030.

Na ausência de registo civil, os cidadãos não têm documentos oficiais, o que lhes veda logo à partida o acesso aos cuidados de saúde e às vacinas.

“Nenhuma política de saúde será sólida sem dados sólidos. Os cuidados de saúde não são acessíveis para a maioria dos africanos. A maioria dos países continua sem preparação para futuras pandemias”, conclui o estudo.

“Países africanos como a África do Sul introduziram o sistema de registo de vacinas que implica a apresentação de documentos de identificação válidos, mas as estimativas mostram que a população não registada é composta por mais de 15,3 milhões de pessoas, excluindo potencialmente quase 30% da população da campanha de vacinação”, lê-se no estudo.

Os países que mais evoluíram no registo civil incluem Libéria, São Tomé e Príncipe, Angola, Chade e Costa do Marfim. Enquanto os países que experimentam o declínio mais acentuado incluem-se a Eritreia, Mali, República Democrática do Congo, Egito e Sudão.

O que pensa sobre isto? Como está a situação da saúde no país em que vive? Dá-nos a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo dá um “like (gosto)”.

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