Guiné-Bissau: FMI pede maior “controle das despesas”.

O FMI indicou num relatório divulgado nesta terça-feira, 30 de novembro 2021 e consultado por Mercados Africanos, que um maior “controle de despesas” e uma “maior mobilização de receitas” atrairia mais parceiros internacionais.

O mesmo relatório sublinhou que “Isso teria um impacto positivo em vários setores, como educação, saúde e infraestrutura”.

A Guiné-Bissau, que espera eventualmente beneficiar de uma Linha de Crédito Alargada (ECF), é chamada a intensificar as suas reformas no que diz respeito à governação e transparência.

“Estas reformas incluem, entre outras, medidas destinadas a reforçar o controlo das despesas, os enquadramentos fiscais e aduaneiros, o combate à corrupção e a mitigação dos riscos para as empresas públicas”, explica o FMI, que também pretende que o “enquadramento legal das aquisições” seja alterado.

A Guiné-Bissau, cuja economia foi enfraquecida pelo covid-19, empreendeu reformas para a sua recuperação económica que são apoiadas pelo FMI e que tendem, com o tempo, ajudar o país a obter um acordo de extensão de crédito (ECF) com a instituição financeira mundial.

No entanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê uma aceleração do crescimento económico da Guiné-Bissau ainda este ano, passando de 1,5% em 2020 para 3,75% em 2021

Esta previsão do FMI é motivada pela melhoria das condições económicas no país e espera-se que a recuperação económica seja impulsionada principalmente pela exportação de castanha de caju, pela confiança dos empresários e pela estabilidade política.

A instituição financeira considera que as reformas empreendidas pelas autoridades guineenses têm produzido resultados “satisfatórios” apesar das “difíceis condições socioeconómicas agravadas pela covid-19”.

“Num contexto de recursos muito limitados, eles conseguiram atingir níveis relativamente altos de imunização em comparação com outros países da África Subsaariana”, diz o mesmo relatório.

Segundo projeção da instituição, o PIB nominal do país deve passar de 1,43 mil milhões de dólares em 2020 para 1,59 mil milhões em 2021.

De acordo com o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), um ambiente político estável continua a ser a melhor forma de impulsionar o setor privado, nomeadamente através de investimentos.

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