Um dos mais conceituados jornalistas guineenses, Fernando Jorge Pereira, e correspondente do jornal Expresso em Bissau, admitiu que a atribuição da carteira profissional aos jornalistas da Guiné-Bissau, vai permitir um saneamento no sector da comunicação social do país, nomeadamente nos órgãos tradicionais.

“Com a atribuição da carteira profissional vai haver um saneamento na nossa classe, porque não basta ler um comunicado e considerar-se ser um jornalista. Neste plano eu acho depende de nós e equipa que estiver na frente desta instituição, os documentos que vão exigir e as provas para atribuir a carteira não é só pagar uma taxa ou fotografia”, explicou Fernando Jorge.

Segundo o Jornalista, a atribuição da carteira profissional não depende unicamente da seleção ou triagem que a comissão da carteira está a fazer, mas também depende da própria saúde económica das empresas da comunicação social.

Pelo que, Fernando Jorge Pereira alerta para a necessidade de um investimento sério nas empresas de comunicação social no país, com vista a mitigar o nível da precariedade em que os profissionais da área são submetidos.

Não obstante o que considera da dura realidade, Fernando Jorge acredita que o documento vai facilitar os jornalistas guineenses a realizarem os seus trabalhos e felicitou o sindicato e ordem dos jornalistas por esta iniciativa que poderá permitir aos profissionais do sector terem carteira profissional.

“Portanto este documento, eu penso que neste plano dos direitos e facilidades do trabalho é de saudar, as duas organizações da classe por  terem feito isso o cavalo de batalha e levado ao fim esta iniciativa”, realçou Fernando Jorge.

Quem também juntou a sua voz a esta iniciativa do SINJOTECS, é a antiga jornalista da Rádio Difusão Nacional Maria da Conceição Évora

Atualmente Ministra da Mulher, Família e Solidariedade Social, Maria da Conceição Évora, mostrou-se satisfeita com aprovação do projeto de decreto Lei da Carteira Profissional para os jornalistas da Guiné-Bissau, durante a reunião extraordinária de Conselho dos Ministros.

“È para dizer que a classe jornalística da Guiné-Bissau está de parabéns, esse instrumento relativo à atribuição da carteira Profissional para os jornalistas vem preencher uma lacuna que existia no sector da comunicação social. Nós como pessoas ligados ao sector estivemos anos sem ter instrumentos legais a nossa disposição”, explicou Maria da Conceição Évora.

Évora, lembrou que foram décadas e décadas de luta para aprovar este documento que vai definir quem é na realidade jornalista no país, após emissão da carteira profissional.

A carteira profissional de jornalista, de acordo com a Conceição Évora é um documento com validade em todo o território nacional e internacional, exclusivo aos jornalistas diplomados ou com registo profissional.

Este documento pode ser utilizado como credencial para exercício da profissão em alguns locais. Outra vantagem é que o profissional tem como comprovar rapidamente sua atividade, em caso de questionamentos.

Após a aprovação do documento pelo conselho de ministros, a presidente do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (SINJOTECS), Indira Coreia Baldé, considerou ser uma vitória para comunicação social guineense a aprovação deste documento e promete que até Dezembro iniciar o processo de atribuição da carteira através de uma comissão independente com jornalistas idóneo e com reconhecida competência.

Igualmente repórter do canal português RTP-África, Indira Baldé chama atenção aos profissionais da comunicação Social sobre a responsabilidade de cumprirem cabalmente as leis e continuar a trabalhar em prol da Guiné-Bissau.

O documento aprovado pelo executivo, seguirá depois para efeitos de discussão e aprovação no parlamento do país.

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