Nascida na sequência do conflito político-militar, que durou entre 1998-1999, a missão política das Nações Unidas chegou ao país em Junho de 1999 e vai encerrar no dia 31 de dezembro, 21 anos depois.

 

O objetivo era apoiar a restaurar a paz e o regresso à ordem constitucional com a realização de eleições, mas um golpe de Estado, em Setembro de 2003, afasta o Presidente eleito Kumba Ialá e uma série de golpes, assassínios políticos e militares e tráfico de droga mantiveram a instabilidade no país.

Sem as respostas adequadas por parte da ONU dá-se mais um golpe em 2012 e são impostas sanções a um grupo de militares.

Um outro ator aparece em cena, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

A Missão da ONU aceitou que a CEDEAO liderasse uma mediação que contemplou a chegada de um destacamento militar para garantir a segurança de instituições estatais e dos seus representantes.

Foram novamente realizadas eleições no país, em 2014, mas em 2015 a Guiné-Bissau iniciou um novo ciclo de instabilidade com sucessivos governos e nomeações de Primeiros-Ministros, no entanto o Presidente eleito, José Mário Vaz terminou o seu mandato.

A Guiné-Bissau iniciou o ano de 2020 com o candidato dado como derrotado nas presidenciais de 2019 a não aceitar os resultados e a apresentar um recurso de contencioso eleitoral mas Umaro Sissoco Embaló, acabou por tomar posse depois de a Comissão Nacional de Eleições ter confirmado a sua vitória.

O antigo Primeiro-Ministro Aristides Gomes permanece refugiado na sede da Missão da ONU, em Bissau.

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