Presidente reconsiderou intenção de dissolver o parlamento

Esta garantia foi dada esta quarta-feira (23 de Dezembro), pelo próprio Chefe de Estado, após um encontro com os líderes das bancadas parlamentares.

Umaro Sissoco Embalo promete lançar bases para o diálogo no sentido de ultrapassar os diferendos políticos.

“Depois de uma conversa com as lideranças dos partidos políticos percebi que não posso ficar barricado na minha posição de dissolver o parlamento. Hoje sou Presidente da República porque a maioria dos guineenses votaram em mim. Posso ter as minhas ideias, mas com a ideia da maioria posso mudar da minha posição. Foi o que eu fiz. Na base do diálogo tudo é possível. Todos os presentes foram unânimes em como devemos estar unidos para desenvolver o nosso país. Eu, enquanto Presidente da República, foi um dia feliz para mim”, reconhece Sissoco Embalo.

Questionado sobre a possibilidade de um governo inclusivo nos próximos tempos, o Presidente Embalo não descarta esta possibilidade, contudo voltou a apontar o diálogo como uma das vias para que haja entendimento entre os partidos políticos, sobretudo os que estão representados na Assembleia Nacional Popular.

Em resposta, os líderes parlamentares do Partido Africano de Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Movimento para a Alternância Democrática (MADEM G-15), Partido da Renovação Social (PRS), Assembleia do Povo Unido (APU-PDGB), União para a Mudança (UM) e o Partido da Nova Democracia (PND) congratularam-se com a decisão do Chefe de Estado guineense.

Califa Seidi, líder da bancada parlamentar do PAIGC promete sensibilizar os seus deputados sobre a necessidade de haver um diálogo fraterno para o bem do país. “Todos nós assumimos o compromisso de sensibilizar os nossos deputados, enquanto representantes do povo, para a necessidade e urgência de dignificar a casa do povo que é o Parlamento através dos debates que coadunam com os interesses do povo”. Neste sentido, o deputado Califa Seidi disse estar satisfeito e espera que o Presidente da República continue com a iniciativa deste gênero, usando a sua magistratura de influências para evitar situações embaraçosas que possam afligir a vida do povo guineense.

Abdu Mane, líder da bancada parlamentar do MADEM G-15, também alinha pela mesma posição, alertando para necessidade de os atores políticos privilegiarem o diálogo e respeito pelas leis do país.

O ambiente que se viveu nos últimos dias no parlamento, segundo o líder do grupo parlamentar do Partido da Renovação Social, a terceira força política não dignifica os deputados.

Nicolau dos Santos afirmou que o debate à volta da situação política na Guiné-Bissau, não foi um exemplo para um parlamento que se pretende ser democrático. Contudo, Nicolau dos Santos reconheceu que os deputados têm a liberdade de se expressarem livremente, enquanto legisladores e fiscalizadores da ação governativa, mas dentro dos parâmetros da ética parlamentar. Daí que, o líder da bancada parlamentar do PRS, não escondeu a sua satisfação com a iniciativa do Chefe de Estado em fazer sentar à mesma mesa, os partidos representados na Assembleia Nacional Popular para a busca de soluções através de um diálogo inclusivo e fraterno.

Quem também se congratula com a iniciativa do Presidente da República é o líder da bancada parlamentar da Assembleia do Povo Unido APU-PDGB. Marciano Indi entende que o Presidente da República, enquanto garante da paz e da coesão nacional, deve abdicar dos discursos e declarações que não abonam para uma sã convivência entre os guineenses. O deputado explica ainda que, a situação do ex Primeiro-ministro Aristides Gomes, asilado há mais de sete meses na sede das Nações Unidas em Bissau e o mandado de captura internacional emitido pelo Procurador-geral da República contra o líder do PAIGC, foram objetos de análise na reunião com o chefe de Estado. Em resposta, segundo o deputado, Umaro Sissoco Embalo promete tudo fazer para apaziguar os ânimos, mas com base no respeito à separação dos poderes.

Agnelo Regala, deputado e Presidente do partido União para a Mudança disse que o Chefe de estado, prometeu criar as bases de confiança, que segundo Regala, são fundamentais para que haja estabilidade e paz.

O líder da União para a Mudança, aponta os casos do ex Primeiro-ministro, Aristides Gomes e do líder do PAIGC, como uma das situações preocupantes e que pediu a intervenção urgente de Umaro Sissoco Embalo.

Por seu lado, o deputado e líder do partido da Nova Democracia, Iaia Djalo aponta o diálogo entre guineenses como forma de ultrapassar os diferendos políticos.

pub

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite o seu comentário!
Por favor, digite o seu nome aqui


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.