A Guiné-Bissau produz anualmente cerca de trinta e cinco mil toneladas de manga, deste número 70% acaba por estragar, anunciou esta quarta-feira, 24 novembro, em Bissau, o Coordenador do Projeto da Melhoria da Competitividade da Fileira da Manga, Nelson Lopes.

“De acordo com últimos dados que nós dispomos, o país produz cerca de 35 mil toneladas de manga, deste número 70% não são aproveitados, pelo que é preciso criar condições para diminuir esta percentagem 70%, a partir da transformação do produto”, revela Nelson Lopes.

Os dados foram revelados por Lopes, na abertura de formação sobre o controlo de qualidade da fileira de manga destinada aos técnicos de avaliação, inspeção, certificação e laboratório.

Nelson Lopes, para além de acreditar que é possível aproveitar os 70% de mangas que estragam, fala da sua utilidade em vários sectores.

“Podes fazer farinha da manga, geleia de manga, vinho da manga, vinagre de manga, compota de manga, sumo da manga, gel da manga e neste momento da pandemia da covid-19 é possível fazer álcool gel com a manga”, acrescenta Lopes.

Em declarações a Repórter do Mercado Africano em Bissau , após abertura do evento, o Coordenador do Projeto da Melhoria da Competitividade da Fileira da Manga, entende que é fundamental o país apostar na transformação local do produto que respeita todos os mecanismos do processamento e da comercialização.

Segundo Nelson Lopes, o país tem 14 diferentes qualidades das mangas, entre os quais o mais famoso que é a manga de faca e o projeto surgiu no sentido de rentabilizar o mercado nacional a partir de agora.

“O mercado está aberto e o projeto veio para organizar a fileira da manga na Guiné-Bissau e apoiar os produtores, apoiar os empreendedores que querem apostar na cadeia do valor da manga, mas também fazer sinergias com outras cadeias que existem exemplo da castanha de caju”, sublinhou Nelson Lopes.

Lopes, realça ainda os benefícios para os agricultores de Cacheu, Oio, e Bafatá, regiões onde o projeto vai a atuar nesta primeira fase. Através da implementação de projeto a nível das três regiões, segundo Lopes, os produtores poderão vender diretamente o seu produto aos centros aos centros de processamento que será a mais-valia para eles.

Fileira da Manga na Guiné-Bissau, Produção e transformação local e apoio a exportação conta com o financiamento da União Europeia e está a ser implementado pela organização das Nações Unidas para o desenvolvimento industrial (ONUDI) com a finalidade de criar dinâmicas económicas e gerar emprego na Guiné-Bissau.

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