Guiné-Bissau: queriam matar o Presidente da República.

“Eles não queriam apenas dar um golpe de Estado, queriam matar o Presidente da República, o primeiro-ministro e os ministros”, afirmou Umaro Sissoco Embaló, na Presidência da República, em Bissau, depois de ter feito uma declaração à imprensa, seguida por Mercados Africanos, durante a qual confirmou também a existência de mortos e feridos, sem precisar o número.

 

Comunicado à nação

O Presidente da Guiné-Bissau apresentou-se face aos jornalistas acompanhado do primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam do vice-primeiro-ministro, Soares Sambu, e de outros membros do Governo e do seu gabinete.

“Custava-me acreditar que um dia poderíamos chegar a este ponto. Ou que os filhos da Guiné poderiam voltar a perpetrar outro ato de violência. Nem podem imaginar este ato de violência. Preferiria que as pessoas me atacassem pessoalmente”, lamentou o Presidente guineense.
«Apelo à população em geral para se manter serena. Dizer-lhes que as nossas forças republicanas, de defesa e segurança conseguiram estancar este mal que o eixo do mal queria impor à Guiné-Bissau, pessoas que fizeram um atentado contra a democracia»
“Não são apenas os militares que estiveram metidos nisto. Isto tem que ver também com o nosso combate ao narcotráfico» e que tem «noção do preço que poderá pagar pelo seu combate ao narcotráfico”

Acrescentou ainda o Presidente guineense Umaro Sissoco Embaló.

Umaro Sissoco Embaló salientou que não nasceu para ser “eternamente Presidente” e que está no lugar pela “confiança da maioria do povo guineense” e apelou “à comunidade internacional a continuar a apoiar a Guiné-Bissau porque este povo precisa”.

Referindo-se às vítimas o Presidente guineense afirmou que:

“alguns filhos valentes” do país tombaram hoje “por causa da ambição de duas ou três pessoas, que entendem que o país não tem direito de viver em paz” e sublinhou que “o país está de luto”.

No entanto e segundo a imprensa francófona, Umaro Sissoco Embaló, em conversa tida mais cedo com o jornal Jeune Afrique teria dito que “Estou bem, a situação foi controlada”, acrescentando que houve “muitas mortes… São obra de elementos isolados” e esclareceu ainda que a troca de tiros durou 5 horas.

 

Conclusão

Recorde-se que tal como Mercados Africanos noticiou e seguiu ao minuto, nesta terça-feira 1 de Fevereiro de 2022, ao principio da tarde, ouviram-se tiros junto do Palácio do Governo da Guiné-Bissau onde decorria um Conselho de Ministros, com a presença do Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló e do primeiro-ministro, Nuno Nabiam que foram detidos assim como vários ministros, vindo a serem libertados por volta das 17:30.

Este levantamento militar já foi condenado pela pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, União Africana, pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), através da presidência angolana.

 

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