O chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, general Biagué N’Tan, pediu ao executivo para criar melhores condições à estrutura que dirige, com vista a organização das forças armadas guineenses a todos níveis.

“O apoio indispensável do executivo guineense vai-nos permitir organizar as forças armadas, porque a estrutura não se pode desenvolver sem o apoio do governo. O executivo que alimenta as forças armadas, desde as boinas e até as meias que nós usamos e é responsável para permitir às forças armadas ter capacidade enorme para segurar a integridade do território nacional”, afirmou Biagué N’Tan.

Falando nas cerimónias evocativas do dia das Forças Armadas guineenses, que se assinala esta segunda-feira, 16 de novembro, na amura onde funciona o Estado-Maior General das Forças Armadas, Na Ntan recordou o desempenho das forças armadas entre 2014 e 2020, período onde obedeceu ao poder político e respeitou a constituição da república do país.

Recentemente reconduzido ao cargo pelo atual Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, Na Ntan promete trabalhar nos próximos 5 anos para manter a paz e estabilidade na Guiné-Bissau, mas também pretende construir e reabilitar as infraestruturas militares a nível do território nacional.

Biagué Nan  Ntan, voltou apontar a paz e estabilidade na Guiné-Bissau, como uma das condições para a materialização destes objetivos.

Pelo que, alertou as autoridades guineenses a criar condições para construção e reabilitação das infraestruturas militares nos próximos anos.

A cerimónia da trasladação dos restos mortais de Nino Vieira, ex Chefe de estado guineense para o mausoléu de Amura em Bissau, foi  o ponto alto da efeméride que marca os 65 anos da criação das  forças armadas guineenses.

Na ocasião, o Chefe de Estado guineense, Umaro Sissoco Embaló, para além de realçar a figura de Nino Vieira, promete “tolerância zero a assassinatos entre os irmãos guineenses por causa da ganância do poder”. Presidente Embalo, lembrou que os militares devem ser guardiães da democracia e não fatores de instabilidade.

No ato, Umaro Sissoco Embalo prometeu rebatizar a Av. 14 de Novembro, para Av. Nino Vieira em homenagem ao ex Chefe de Estado.

Além da viúva do falecido Nino Vieira, Isabel Vieira que recusou prestar declarações à imprensa. estiveram presentes no ato, chefias militares e corpo diplomático acreditado na Guiné-Bissau.

Recorde-se que o General Nino Vieira foi assassinado na sua residência em março de 2009, horas depois do assassínio do então chefe das forças armadas, general Tagmé Na Waie.

Nino Vieira é um célebre combatente da liberdade da pátria e foi quem leu o texto que proclamou o estado da Guiné-Bissau, em 1973, nas zonas libertadas de Madina de Boé, no leste do país.

Após o golpe de Estado de 14 de Novembro de 1980, que derrubou o então Presidente Luís Cabral, Nino Vieira dirigiu o estado guineense entre 1980 e 1999, para depois se exilar em Portugal, na sequência do conflito político-militar, tendo regressado à Guiné-Bissau em 2005 e vencido as presidenciais desse ano.

Esta trasladação esteve envolta em polémica, por parte de alguns familiares do ex-presidente Nino Vieira, em particular a sua primeira filha Florença Vieira, que considerou desrespeitoso a forma como o processo foi conduzido por Sissoco Embaló e que insiste que a viúva Isabel Vieira, única presente aquando do assassinato de Nino Vieira, deve prestar declarações.

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